quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Sai o comandante, entra outro


Fidel renunciou. Depois de 49 anos no poder algo comparável apenas com D. Pedro II, aqui no Brasil. Ele fez aquilo que muitos não acreditavam, uma revolução nos trópicos. Foram quase 10 anos de lutas em Sierra Maestra, para derrubar o ditador pró-EUA Fulgencio Batista.

Fidel enfrentou 10 presidentes americanos de Dwight Eisenhower a George W. Bush. É importante ressaltar que sua revolução não era comunista como a chinesa, de Mao Tsé Tung e a russa, de Lenin. A revolta foi em 1959, mas somente dois anos depois que Fidel se aliou com a União Soviética. Alías foram os russos que contribuiram para a permanência de Fidel no poder. Foram décadas de ajuda finaceira, Cuba vendia seu açucar (considerado de baixa qualidade) em troca de combustível.

Com a queda da URSS, Cuba perdeu seu principal sustentáculo. O país mergulhou em uma grave crise economica, com consequências até hoje. Mas Fidel tem algo a se orgulhar, garantiu a seu povo, educação e saúde de alta qualidade. Poucas nações do mundo tem este privilégio.

Com a saúde debilitada Fidel passa o bastão para seu irmão Raul. A têndencia agora é Raul movimentar o país em direção a uma alternativa parecida com que a China e o Vietnã fizeram.

Tomara que dê certo. E Fidel aos poucos vai se transformando em uma lenda.

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