Olhem este video! A reação popular começa.
Clique aqui!
Aqui é muito louco, estranho, irrequieto, rebelde, bizarro, intelectual, esquisito e idealista.
sábado, 22 de junho de 2013
quarta-feira, 19 de junho de 2013
A QUEDA
Já está rolando abaixo-assinados pedindo o impeachment da presidente Dilma, do governador Sergio Cabral e do prefeito Eduardo Paes. O da Dilma tem quase duzentas mil assinaturas.
MÚSICAS PARA MANIFESTAÇÃO POPULAR
Apesar de você - Chico Buarque
Pra não dizer que não falei das flores - Geraldo Vandré
Sociedade Alternativa - Raul Seixas
Alegria Alegria -Caetano Veloso
Revolution - Beatles
Que país é esse? - Legião Urbana
O tempo não para - Cazuza
Moro no Brasil - Farofa Carioca
Power to the People - John Lennon
É - Gonzaguinha
segunda-feira, 17 de junho de 2013
pensamento
Após assistir ao filme Encouraçado Potemkin percebi que das pequenas revoltas nascem as grandes revoluções. Após anos de opressão, o povo se rebela e age com vigor. O motim dentro do navio, quebrou uma hierarquia militar rígida. Os marinheiros cansados de humilhações, enfrentaram os oficiais superiores e tomaram a embarcação. Esse fato ganhou força e conquistou a população russa, contribuindo para os acontecimentos de 1917. É tudo muito bonito, mas pensando bem... O grande problema das revoluções são os revolucionários que assumem o poder. Normalmente, saem mais déspotas que os governantes anteriores e que tanto odiavam.
Outra coisa que notei nesses protestos é que alguns jovens só vão para aparecer e incitar os policiais. São presos e depois reclamam. A PM, pra variar, exagerou na força e agiu com truculência, porém seus homens não tem sangue de barata.
Manifestação sim, vandalismo não.
Outra coisa que notei nesses protestos é que alguns jovens só vão para aparecer e incitar os policiais. São presos e depois reclamam. A PM, pra variar, exagerou na força e agiu com truculência, porém seus homens não tem sangue de barata.
Manifestação sim, vandalismo não.
sábado, 15 de junho de 2013
Dilma
é vaiada no Estádio Mané Garrincha lotado, no primeiro jogo da Copa das
Confederações. Foi bonito. Lembra o Lula que foi hostilizado da mesma
maneira por um Maracanã lotado na abertura do Pan 2007. O povo reage.
Começo a duvidar dessas pesquisas de opinião sobre a popularidade da presidenta.
Quem quiser relembrar a vaia ao Lula. Clique aqui
Começo a duvidar dessas pesquisas de opinião sobre a popularidade da presidenta.
Quem quiser relembrar a vaia ao Lula. Clique aqui
Dos 20 réis aos 20 centavos
O povo contra os aumentos dos transportes públicos
As manifestações vistas
nessas últimas semanas principalmente em São Paulo e no Rio contra o aumento
das passagens de ônibus não vem de hoje. Os protestos contra reajustes do serviço
de transporte público já aconteceram em outros tempos.
Um exemplo vem do tempo do
Império. No dia 28 de dezembro de 1879, o povo foi as ruas.
O local foi o Rio de Janeiro.
O ministro da Fazenda, o
Visconde de Rio Preto pretendia diminuir o déficit do orçamento do Império,
para isso tomou uma atitude muito parecida com os governantes atuais. Aumentar
impostos. Ele instituiu então o aumento de um vintém no serviço de bondes na
cidade do Rio que ia começar a vigorar no dia primeiro de janeiro de 1880.
O vintém era uma moeda de
cobre, a de menor valor.
A principal empresa do
bondes, a Botanical Garden tentou
evitar este aumento e procurou uma solução diferente, temendo uma reação ruim
da população. O Parlamento rejeitou.
Ainda nos primeiros dias do
mês de dezembro de 1879, durante a fase de discussão sobre o novo imposto pela
coroa e no parlamento, surgiram críticas nos jornais sobre a cobrança do
vintém, alegando que se tratava de um tributo que incidiria sobre cidadãos e
súditos com rendimentos desiguais.
Os jornais governistas já
falavam sobre a convocação de mobilizações de protesto e apelava para a
manutenção da lei e da ordem. Assim como os dias atuais, lembrava que o governo
havia tolerado sempre
a manifestação de
“representações respeitosas” e, finalmente, pedia para que os descontentes, ao
invés de protestar , direcionassem sua energia para a eleição de bons políticos
que se ocupassem em defender os verdadeiros interesses da maioria da população.
Obviamente a população que
andava de bonde puxado a burro odiou a medida e esses pedidos de nada adiataram. Com os passar dos dias a revolta foi
aumentando até que cerca de cinco mil pessoas, lideradas por um militante
republicano, o médico e jornalista Lopes Trovão se dirigiu até o Campo de São
Cristovão. Eles pretendiam entregar a d. Pedro II uma petição solicitando a
revogação de uma taxa de 20 réis, um vintém, sobre o transporte urbano, ou
seja, bondes puxados a burro.
A polícia não permitiu que a
multidão se aproximasse do palácio. Enquanto os manifestantes se retiravam, o
imperador mandou dizer que receberia uma comissão para negociar.
Mas Lopes Trovão e outros militantes
republicanos, entre eles José do Patrocínio, recusaram. Divulgaram um manifesto
dirigido ao soberano, convocando-o a ir ao encontro do povo. Os jornais
oposicionistas e panfletos distribuídos pela cidade passaram a pregar o boicote
da taxa e a incitar a população a reagir com violência, arrancando os trilhos
dos bondes. Outra manifestação foi convocada para o dia 1º de janeiro, data da
entrada em vigor do reajuste, agora no centro da cidade, no Largo do Paço, hoje
Praça 15 de Novembro.As empresas de bonde pediam que seus condutores não insistissem na cobrança da nova passagem.
Lopes Trovão fez um novo discurso conclamando ao povo que resistisse ao aumento, a partir daí ele perdeu o controle sobre o movimento. Ele pediu calma a população mas nada adiantou. A massa se dirigiu ao Largo de São Francisco, ponto final de várias linhas de bonde. Uma nova concentração aconteceu na Rua Uruguaiana e do Largo de São Francisco. O delegado que comandava as tropas da polícia pediu reforços ao Exército, mas, antes que a ajuda chegasse, ordenou à polícia que dispersasse a multidão a cacetadas.
O povo gritava: “Fora o vintém!” “Fora o vintém!” Os manifestantes começaram a espancar condutores, esfaquear mulas, virar bondes e arrancar trilhos ao longo da rua Uruguaiana. Dois pelotões do Exército ocuparam o Largo de S. Francisco. O povo, que já neste tempo detestava a polícia, aplaudiu a tropa. Mas alguns mais exaltados passaram a arrancar paralelepípedos e atirá-los contra os soldados. Um deles atingiu justo o comandante da tropa, que era primo de Deodoro da Fonseca. O oficial descontrolou-se e ordenou fogo contra a multidão.
Os bondes atravessados no
chão tinham praticamente a mesma largura das ruas do centro da cidade e, cheios
de paralelepípedos, formavam barricadas que fecharam, por exemplo, o quarteirão
da rua Uruguaiana, entre a do Ouvidor e a Sete de Setembro. No decorrer do dia,
os soldados da polícia entraram em conflito com vários focos de protesto, quase
sempre atirando contra a multidão. Somente depois das 21 horas é que as ruas
puderam ser percorridas sem que se assistisse a enfrentamentos.
A polícia recolheu três
cadáveres de manifestantes. Os corpos estavam na rua Uruguaiana, e os
identificou como sendo de um polaco, um francês e um pernambucano. Entre os
feridos, a maioria por arma de fogo, havia brasileiros e imigrantes, sobretudo
portugueses.
Mais tarde surgiram denúncias
de parlamentares de que políciais tentaram sepultar clandestinamente os
cadáveres recolhidos àquela noite para que povo não soubesse das mortes. Na
madrugada de dois de janeiro foram arrancados os trilhos da rua Princesa dos
Cajueiros e, mais tarde, cinco trilhos foram retirados da rua Uruguaiana.
As chaves dos bondes foram
roubadas por manifestantes em São Cristóvão. Ocorreram enfrentamentos com a
polícia na linha Sacco do Alferes, em Andaraí e na rua Mariz e Barros.
As estatísticas de mortos e
feridos não são precisas. Falou-se em 15 a 20 feridos e em três a dez mortos. Salvo
pequenos distúrbios nos três dias seguintes, estava findo o motim do vintém. A
cobrança da taxa passou a ser quase aleatória. As próprias companhias de bondes
pediam ao governo que a revogasse. Desmoralizado, o gabinete de Afonso Celso de
Assis Figueiredo caiu a 28 de março. O novo ministério revogou o desastrado
tributo. Bem no espírito carioca, o povo apelidou o antigo premier de Afonso
Vintém.
Os acontecimentos chocaram o
Imperador. Em cartas à amigos, o monarca afirmou que em 40 anos de reinado
nunca tinha sido usada a força contra o povo da capital do Império. Não lhe
escapou mesmo a conotação republicana dos incitadores do motim. Afirmou até que
seria mais feliz como presidente de uma república.
Voltando aos dias de hoje,
percebemos que há muitas semelhanças entre os manifestantes de 1879 com os de 2013. A Imprensa, os
jornais, o povo, a polícia e o governo reagiram da mesmíssima maneira... tudo
isso por conta de um aumento no transporte público. Para o governante que não precisa
utilizá-lo o reajuste é pequeno e irrisório mas para aquele que realmente
precisa, cada centavo a mais é cruel. Neste ano, particularmente no Rio de
Janeiro, os incidentes e acidentes com ônibus vitimaram muitas pessoas em todas
as regiões da cidade, dos bairros pobre aos ricos, culminando com o da Avenida
Brasil em abril e mesmo assim o governo municipal manteve o reajuste, subindo de
2,75 para 2,95. Vinte centavos que multiplicados durante uma semana podem
custar um saco de arroz ou de feijão.
Lembro que a partir desses
distúrbios em 1880 o governo imperial começou a perder força até cair nove anos
depois.
Baseados nos textos dos
professores Ronaldo Pereira de Jesus e José Murilo de Carvalho
Segue video sobre as manifestações http://videos.r7.com/manifestacao-transforma-centro-do-rio-em-praca-de-guerra/idmedia/51bb11010cf236eff5fe1e5e.html
Segue video sobre as manifestações http://videos.r7.com/manifestacao-transforma-centro-do-rio-em-praca-de-guerra/idmedia/51bb11010cf236eff5fe1e5e.html
domingo, 9 de junho de 2013
Mais Manuel Bandeira
Canção da parada do Lucas
Parada do Lucas
— O trem não parou.
Ah, se o trem parasse
Minha alma incendida
Pediria à Noite
Dois seios intactos.
Parada do Lucas
— O trem não parou.
Ah, se o trem parasse
Eu iria aos mangues
Dormir na escureza
Das águas defuntas.
Parada do Lucas
— O trem não parou.
Nada aconteceu
Senão a lembrança
Do crime espantoso
Que o tempo engoliu.
Parada do Lucas
— O trem não parou.
Ah, se o trem parasse
Minha alma incendida
Pediria à Noite
Dois seios intactos.
Parada do Lucas
— O trem não parou.
Ah, se o trem parasse
Eu iria aos mangues
Dormir na escureza
Das águas defuntas.
Parada do Lucas
— O trem não parou.
Nada aconteceu
Senão a lembrança
Do crime espantoso
Que o tempo engoliu.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
quinta-feira, 30 de maio de 2013
O valor da obra
Segundo o colunista da revista Veja, Lauro Jardim: "A obra do Maracanã custou 1,049 bilhão de reais, sem contar a área intramuros do estádio."
ABRA A PORTA, HAL!
Assisti pela primeira vez completo o filme '2001: Uma odisseia no espaço', de Stanley Kubrick. Os efeitos especiais são impressionantes para uma película lançada em 1968.Sei que influenciou uma geração de cinéfilos e futuros cineastas como George Lucas, James Cameron e Steven Spielberg.
O personagem mais importante do filme é o computador Hal 9000. Ele fala corretamente, comanda toda a espaçonave e afirma ser infalível. Mas aos poucos começa a cometer erros, o que leva os humanos a desconfiar dele. Hal descobre um plano para desliga-lo, a partir daí começa a reagir emocionalmente. A mania de perseguição chega ao ponto extremo e computador mata um dos tripulantes.
Nos anos sessenta acreditava-se que em 2001 o ser humano já estaria em um avançado processo de exploração espacial. Infelizmente, não chegamos nem perto disso, mas o filme acertou no que se refere (parafraseando nossa presidenta) a força que os computadores exercem na nossa vida.
Hoje não vivemos sem um. Nossos olhos estão sempre grudados a alguma tela, é o meu caso neste momento. Antes era a televisão, agora são PCs, lap tops, celulares, Ipads e outros gadgets. Achamos que nós, seres humanos mandávamos em tudo. Errado. Vivemos em uma bolha. Cercado por câmeras e computadores que um dia vão ser integrados em um único sistema. As cidades e as empresas estão agindo neste sentido. O big brother ou um grande olho vermelho sabe de tudo e vê tudo. Será onipresente, onisciente e onipotente, características que nós humanos falíveis demos a D's ou a outras divindades há milênios.
Quando vejo um computador desligar sozinho ou tomar alguma decisão sem minha autorização, penso sempre em Hal.
Em uma das cenas do filme, o astronauta Dave pede para que Hal abra a porta da espaçonave e deixe o entrar, depois de salvar um colega que Hal de maneira proposital mata, cortando seu oxigênio. Hal se recusa a abrir. Com um misto de raiva e receio, Dave consegue retornar a espaçonave e decide então desligar a máquina, exatamente como fazemos hoje.
O medo de cientistas e futuristas é a possível atitude estilo Blade Runner de robôs e computadores para com nós, humanos. Será q eles vão ter sentimentos? Será que eles podem se revoltar e virar nossos inimigos? A inteligência artificial vai realmente virar realidade? São perguntas muito loucas.
Melhor olhar para os lados antes de resetar seu computador.
ABRA A PORTA, HAL!
Uma cena de 2001, Uma Odisseia no Espaço clique AQUI
O personagem mais importante do filme é o computador Hal 9000. Ele fala corretamente, comanda toda a espaçonave e afirma ser infalível. Mas aos poucos começa a cometer erros, o que leva os humanos a desconfiar dele. Hal descobre um plano para desliga-lo, a partir daí começa a reagir emocionalmente. A mania de perseguição chega ao ponto extremo e computador mata um dos tripulantes.
Nos anos sessenta acreditava-se que em 2001 o ser humano já estaria em um avançado processo de exploração espacial. Infelizmente, não chegamos nem perto disso, mas o filme acertou no que se refere (parafraseando nossa presidenta) a força que os computadores exercem na nossa vida.
Hoje não vivemos sem um. Nossos olhos estão sempre grudados a alguma tela, é o meu caso neste momento. Antes era a televisão, agora são PCs, lap tops, celulares, Ipads e outros gadgets. Achamos que nós, seres humanos mandávamos em tudo. Errado. Vivemos em uma bolha. Cercado por câmeras e computadores que um dia vão ser integrados em um único sistema. As cidades e as empresas estão agindo neste sentido. O big brother ou um grande olho vermelho sabe de tudo e vê tudo. Será onipresente, onisciente e onipotente, características que nós humanos falíveis demos a D's ou a outras divindades há milênios.
Quando vejo um computador desligar sozinho ou tomar alguma decisão sem minha autorização, penso sempre em Hal.
Em uma das cenas do filme, o astronauta Dave pede para que Hal abra a porta da espaçonave e deixe o entrar, depois de salvar um colega que Hal de maneira proposital mata, cortando seu oxigênio. Hal se recusa a abrir. Com um misto de raiva e receio, Dave consegue retornar a espaçonave e decide então desligar a máquina, exatamente como fazemos hoje.
O medo de cientistas e futuristas é a possível atitude estilo Blade Runner de robôs e computadores para com nós, humanos. Será q eles vão ter sentimentos? Será que eles podem se revoltar e virar nossos inimigos? A inteligência artificial vai realmente virar realidade? São perguntas muito loucas.
Melhor olhar para os lados antes de resetar seu computador.
ABRA A PORTA, HAL!
Uma cena de 2001, Uma Odisseia no Espaço clique AQUI
segunda-feira, 27 de maio de 2013
POESIA
NOVELO
Ando confuso
Pensando em tudo
Pesando as coisas
Se vale a pena
O q eu quero
Se as justificativas valem
Se o amor é tão grande
É simples e direto
O amor é como a maconha
o cheiro forte nas narinas
O riso incontrolável
O corpo sensível
na presença dela
O labirinto do Rei Minos
Só Teseu desvendou
A solução não existe
Alguém diz
Siga em frente e viva a vida!
O outro diz:
Não faça isso! A vida não é uma corrida!
O que eu quero apenas
É ser feliz
Por que tudo é tão difícil?
O AQUARIUS
Ando confuso
Pensando em tudo
Pesando as coisas
Se vale a pena
O q eu quero
Se as justificativas valem
Se o amor é tão grande
É simples e direto
O amor é como a maconha
o cheiro forte nas narinas
O riso incontrolável
O corpo sensível
na presença dela
O labirinto do Rei Minos
Só Teseu desvendou
A solução não existe
Alguém diz
Siga em frente e viva a vida!
O outro diz:
Não faça isso! A vida não é uma corrida!
O que eu quero apenas
É ser feliz
Por que tudo é tão difícil?
O AQUARIUS
sexta-feira, 17 de maio de 2013
NOTAS e OBSERVAÇÕES
No show de Charles Aznavour na última segunda-feira no Theatro Municipal, uma jovem gaiata por muito pouco não derrubou o novelista Manoel Carlos. Ela se virou, junto com a bolsa e quase derrubou o velho. Olha, Leblon ia chorar ao deixar de ser cenário da proxima novela das nove.
=====
Visitando uma loja oficial do Flamengo, na zona sul do Rio notei algumas camisas do Ronaldinho Gaúcho à venda. Ao perguntar a vendedora o por que delas ainda existirem, a moça respondeu:
- Vende muito ainda. Os gringos compram a rodo.
=====
O Rio ainda não preparado para uma chuva intensa. Em poucos minutos árvores caem, ruas ficam alagadas e o trânsito dá um nó. Cada vez mais vem a pergunta: imagina na Copa, ou melhor nas Olímpiadas.
======
Aliás, a tão promulgada explosão de empregos aqui no Rio por conta dos mega eventos esportivos até agora nem deu sinal. Tem muito profissional em várias áreas bom sem emprego ou trabalhando por merreca.
=====
Visitando uma loja oficial do Flamengo, na zona sul do Rio notei algumas camisas do Ronaldinho Gaúcho à venda. Ao perguntar a vendedora o por que delas ainda existirem, a moça respondeu:
- Vende muito ainda. Os gringos compram a rodo.
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O Rio ainda não preparado para uma chuva intensa. Em poucos minutos árvores caem, ruas ficam alagadas e o trânsito dá um nó. Cada vez mais vem a pergunta: imagina na Copa, ou melhor nas Olímpiadas.
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Aliás, a tão promulgada explosão de empregos aqui no Rio por conta dos mega eventos esportivos até agora nem deu sinal. Tem muito profissional em várias áreas bom sem emprego ou trabalhando por merreca.
sábado, 11 de maio de 2013
SÍSIFO
COMO SE DESCE UMA MONTANHA
Não é mais fácil
nem menos perigoso
do que subir
— é diverso.
Se olhados de fora
— os gestos —
podem parecer mais lentos.
Para quem desce
ao contrário, a sensação
não é de vertigem
— é complemento.
Subir foi demorado
descer
é outra arte.
É como se Sísifo
do outro lado do monte
estivesse.
Descer com uma pedra
nos ombros
— pode ser leve.
Affonso Romano de Sant’Anna
quarta-feira, 8 de maio de 2013
O Malandro e o Mendigo
O Malandro saiu da casa de um amigo pois precisava comprar arroz para uma feijoada. Há poucos metros do local, se depara com um mendigo. O homem bem sujo, destruido pelo tempo e pela falta de higiene:
- Por favor meu irmão, estou morrendo de fome. Me dá algo pra comer. Pode ser um café. Me compra um copo de café, pelo amor de D's.
O malandro olha e fica com pena. O rosto pende para o lado em sinal de piedade.
- Que isso meu amigo, claro eu compro pra você. Espere um momento.
O Malandro percorre as ruas do bairro em busca de café. Passa em três, quatro padarias, botecos, mini mercados... Só vendem café em copo de vidro. Não dá para trazer para o mendigo. Até que finalmente, ele encontra um boteco que comercializa a bebida em um copo de isopor. Compra um recipietnte grande e enche até a boca, quase transborda.
Cuidadosamente, o bom samaritano leva o que seria a única "refeição" do dia ao pobre diabo. Chegando lá, o Malandro fala:
- Está aqui meu amigo. É seu. O copo de café que tanto você queria.
- Muito obrigado, meu irmão. D's lhe pague. Muito obrigado mesmo. Que D's e Jesus te abençoe. Você é um bom jovem. Obrigado.
Com respeito, o Malandro não diz nada e só abaixa a cabeça. Recompensado pela boa ação, ele se afasta e vai pra casa do amigo com o saco de arroz. Ao se aproximar da portaria, o bondoso Malandro que já se achava um ser divino, ouve a voz do pedinte.
- Porra, sem açúcar! É foda!
- Por favor meu irmão, estou morrendo de fome. Me dá algo pra comer. Pode ser um café. Me compra um copo de café, pelo amor de D's.
O malandro olha e fica com pena. O rosto pende para o lado em sinal de piedade.
- Que isso meu amigo, claro eu compro pra você. Espere um momento.
O Malandro percorre as ruas do bairro em busca de café. Passa em três, quatro padarias, botecos, mini mercados... Só vendem café em copo de vidro. Não dá para trazer para o mendigo. Até que finalmente, ele encontra um boteco que comercializa a bebida em um copo de isopor. Compra um recipietnte grande e enche até a boca, quase transborda.
Cuidadosamente, o bom samaritano leva o que seria a única "refeição" do dia ao pobre diabo. Chegando lá, o Malandro fala:
- Está aqui meu amigo. É seu. O copo de café que tanto você queria.
- Muito obrigado, meu irmão. D's lhe pague. Muito obrigado mesmo. Que D's e Jesus te abençoe. Você é um bom jovem. Obrigado.
Com respeito, o Malandro não diz nada e só abaixa a cabeça. Recompensado pela boa ação, ele se afasta e vai pra casa do amigo com o saco de arroz. Ao se aproximar da portaria, o bondoso Malandro que já se achava um ser divino, ouve a voz do pedinte.
- Porra, sem açúcar! É foda!
sexta-feira, 3 de maio de 2013
X do problema
Eike Batista mudou da água pro vinho, ou melhor para uma cachaça de fundo de quintal. O cara até pouco tempo atrás era o melhor exemplo de capitalista brasileiro, um puta estrategista com visão além do alcance (parafraseando Thundercats) defensor do Rio de Janeiro, agora é visto como uma enorme farsa, fanfarrão e idealizador de construções que ainda no papel são consideradas polêmicas. Se ele comprar o Maracanã então... vira de vez o vilão da história.
Vai q amanhã a sorte volta para a letra X.
Vai q amanhã a sorte volta para a letra X.
Um pouco de Frank Sinatra
Sinatra canta I've got you under my skin. Música de Cole Porter
Segue o link: http://www.youtube.com/watch?v=5yqGujr2-Jw
Segue o link: http://www.youtube.com/watch?v=5yqGujr2-Jw
RUA
O vermelho da luta
O filme de Brennand
O negro pede dinheiro
Adolescentes magrelos
O Lamas cheio
A fome e o desejo
Do pedinte
O carrinho de bebê
A viatura da PM
O táxi para
Salta uma senhora lépida
O espaço vago
O prédio centenério
O louco fala sozinho
Meu amor vem de Copa
O Traiteur fechou, sabia?
Via torpedo
O futebol, o chopp, o chute
É feriado
Chego em casa
Chave no bolso
Porta aberta
Minha cama
Um livro de Vinicius
O Aquarius
O filme de Brennand
O negro pede dinheiro
Adolescentes magrelos
O Lamas cheio
A fome e o desejo
Do pedinte
O carrinho de bebê
A viatura da PM
O táxi para
Salta uma senhora lépida
O espaço vago
O prédio centenério
O louco fala sozinho
Meu amor vem de Copa
O Traiteur fechou, sabia?
Via torpedo
O futebol, o chopp, o chute
É feriado
Chego em casa
Chave no bolso
Porta aberta
Minha cama
Um livro de Vinicius
O Aquarius
COMPREENSÃO
O não compreendido
Não compreende
É um perdido
E sempre surpreende
É visto como demente
Ele mente
Sente e solta o q vem
Da mente
Dá um sorriso descrente
Ninguém vê
Sua silhueta transparente
Mas não é paciente
Surge a sombra, conclui
O corpo cai pendente
O Aquarius
Não compreende
É um perdido
E sempre surpreende
É visto como demente
Ele mente
Sente e solta o q vem
Da mente
Dá um sorriso descrente
Ninguém vê
Sua silhueta transparente
Mas não é paciente
Surge a sombra, conclui
O corpo cai pendente
O Aquarius
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