sábado, 22 de junho de 2013

A PRESIDENTA NÃO FALA A VERDADE

Olhem este video! A reação popular começa.

Clique aqui!

segunda-feira, 17 de junho de 2013

pensamento

Após assistir ao filme Encouraçado Potemkin percebi que das pequenas revoltas nascem as grandes revoluções. Após anos de opressão, o povo se rebela e age com vigor. O motim dentro do navio, quebrou uma hierarquia militar rígida. Os marinheiros cansados de humilhações, enfrentaram os oficiais superiores e tomaram a embarcação. Esse fato ganhou força e conquistou a população russa, contribuindo para os acontecimentos de 1917. É tudo muito bonito, mas pensando bem... O grande problema das revoluções são os revolucionários que assumem o poder. Normalmente, saem mais déspotas que os governantes anteriores e que tanto odiavam.

Outra coisa que notei nesses protestos é que alguns jovens só vão para aparecer e incitar os policiais. São presos e depois reclamam. A PM, pra variar, exagerou na força e agiu com truculência, porém seus homens não tem sangue de barata.

Manifestação sim, vandalismo não.

sábado, 15 de junho de 2013

Dilma é vaiada no Estádio Mané Garrincha lotado, no primeiro jogo da Copa das Confederações. Foi bonito. Lembra o Lula que foi hostilizado da mesma maneira por um Maracanã lotado na abertura do Pan 2007. O povo reage.

Começo a duvidar dessas pesquisas de opinião sobre a popularidade da presidenta.

Quem quiser relembrar a vaia ao Lula. Clique aqui

Dos 20 réis aos 20 centavos



 O povo contra os aumentos dos transportes públicos

As manifestações vistas nessas últimas semanas principalmente em São Paulo e no Rio contra o aumento das passagens de ônibus não vem de hoje. Os protestos contra reajustes do serviço de transporte público já aconteceram em outros tempos.

Um exemplo vem do tempo do Império. No dia 28 de dezembro de 1879, o povo foi as ruas.
O local foi o Rio de Janeiro.


O ministro da Fazenda, o Visconde de Rio Preto pretendia diminuir o déficit do orçamento do Império, para isso tomou uma atitude muito parecida com os governantes atuais. Aumentar impostos. Ele instituiu então o aumento de um vintém no serviço de bondes na cidade do Rio que ia começar a vigorar no dia primeiro de janeiro de 1880.

O vintém era uma moeda de cobre, a de menor valor.

A principal empresa do bondes, a Botanical Garden tentou evitar este aumento e procurou uma solução diferente, temendo uma reação ruim da população. O Parlamento rejeitou.

Ainda nos primeiros dias do mês de dezembro de 1879, durante a fase de discussão sobre o novo imposto pela coroa e no parlamento, surgiram críticas nos jornais sobre a cobrança do vintém, alegando que se tratava de um tributo que incidiria sobre cidadãos e súditos com rendimentos desiguais.


Os jornais governistas já falavam sobre a convocação de mobilizações de protesto e apelava para a manutenção da lei e da ordem. Assim como os dias atuais, lembrava que o governo havia tolerado sempre
a manifestação de “representações respeitosas” e, finalmente, pedia para que os descontentes, ao invés de protestar , direcionassem sua energia para a eleição de bons políticos que se ocupassem em defender os verdadeiros interesses da maioria da população.

Obviamente a população que andava de bonde puxado a burro odiou a medida e esses pedidos de nada adiataram.  Com os passar dos dias a revolta foi aumentando até que cerca de cinco mil pessoas, lideradas por um militante republicano, o médico e jornalista Lopes Trovão se dirigiu até o Campo de São Cristovão. Eles pretendiam entregar a d. Pedro II uma petição solicitando a revogação de uma taxa de 20 réis, um vintém, sobre o transporte urbano, ou seja, bondes puxados a burro.

A polícia não permitiu que a multidão se aproximasse do palácio. Enquanto os manifestantes se retiravam, o imperador mandou dizer que receberia uma comissão para negociar.
Mas Lopes Trovão e outros militantes republicanos, entre eles José do Patrocínio, recusaram. Divulgaram um manifesto dirigido ao soberano, convocando-o a ir ao encontro do povo. Os jornais oposicionistas e panfletos distribuídos pela cidade passaram a pregar o boicote da taxa e a incitar a população a reagir com violência, arrancando os trilhos dos bondes. Outra manifestação foi convocada para o dia 1º de janeiro, data da entrada em vigor do reajuste, agora no centro da cidade, no Largo do Paço, hoje Praça 15 de Novembro.
As empresas de bonde pediam que seus condutores não insistissem na cobrança da nova passagem.

Lopes Trovão fez um novo discurso conclamando ao povo que resistisse ao aumento, a partir daí ele perdeu o controle sobre o movimento. Ele pediu calma a população mas nada adiantou. A massa se dirigiu ao Largo de São Francisco, ponto final de várias linhas de bonde. Uma nova concentração aconteceu na Rua Uruguaiana e do Largo de São Francisco. O delegado que comandava as tropas da polícia pediu reforços ao Exército, mas, antes que a ajuda chegasse, ordenou à polícia que dispersasse a multidão a cacetadas.

O povo gritava: “Fora o vintém!” “Fora o vintém!” Os manifestantes começaram a espancar condutores, esfaquear mulas, virar bondes e arrancar trilhos ao longo da rua Uruguaiana. Dois pelotões do Exército ocuparam o Largo de S. Francisco. O povo, que já neste tempo detestava a polícia, aplaudiu a tropa. Mas alguns mais exaltados passaram a arrancar paralelepípedos e atirá-los contra os soldados. Um deles atingiu justo o comandante da tropa, que era primo de Deodoro da Fonseca. O oficial descontrolou-se e ordenou fogo contra a multidão.
Os bondes atravessados no chão tinham praticamente a mesma largura das ruas do centro da cidade e, cheios de paralelepípedos, formavam barricadas que fecharam, por exemplo, o quarteirão da rua Uruguaiana, entre a do Ouvidor e a Sete de Setembro. No decorrer do dia, os soldados da polícia entraram em conflito com vários focos de protesto, quase sempre atirando contra a multidão. Somente depois das 21 horas é que as ruas puderam ser percorridas sem que se assistisse a enfrentamentos.

A polícia recolheu três cadáveres de manifestantes. Os corpos estavam na rua Uruguaiana, e os identificou como sendo de um polaco, um francês e um pernambucano. Entre os feridos, a maioria por arma de fogo, havia brasileiros e imigrantes, sobretudo portugueses.


Mais tarde surgiram denúncias de parlamentares de que políciais tentaram sepultar clandestinamente os cadáveres recolhidos àquela noite para que povo não soubesse das mortes. Na madrugada de dois de janeiro foram arrancados os trilhos da rua Princesa dos Cajueiros e, mais tarde, cinco trilhos foram retirados da rua Uruguaiana.
As chaves dos bondes foram roubadas por manifestantes em São Cristóvão. Ocorreram enfrentamentos com a polícia na linha Sacco do Alferes, em Andaraí e na rua Mariz e Barros.

As estatísticas de mortos e feridos não são precisas. Falou-se em 15 a 20 feridos e em três a dez mortos. Salvo pequenos distúrbios nos três dias seguintes, estava findo o motim do vintém. A cobrança da taxa passou a ser quase aleatória. As próprias companhias de bondes pediam ao governo que a revogasse. Desmoralizado, o gabinete de Afonso Celso de Assis Figueiredo caiu a 28 de março. O novo ministério revogou o desastrado tributo. Bem no espírito carioca, o povo apelidou o antigo premier de Afonso Vintém.

Os acontecimentos chocaram o Imperador. Em cartas à amigos, o monarca afirmou que em 40 anos de reinado nunca tinha sido usada a força contra o povo da capital do Império. Não lhe escapou mesmo a conotação republicana dos incitadores do motim. Afirmou até que seria mais feliz como presidente de uma república.



Voltando aos dias de hoje, percebemos que há muitas semelhanças entre os manifestantes de 1879 com os de 2013. A Imprensa, os jornais, o povo, a polícia e o governo reagiram da mesmíssima maneira... tudo isso por conta de um aumento no transporte público. Para o governante que não precisa utilizá-lo o reajuste é pequeno e irrisório mas para aquele que realmente precisa, cada centavo a mais é cruel. Neste ano, particularmente no Rio de Janeiro, os incidentes e acidentes com ônibus vitimaram muitas pessoas em todas as regiões da cidade, dos bairros pobre aos ricos, culminando com o da Avenida Brasil em abril e mesmo assim o governo municipal manteve o reajuste, subindo de 2,75 para 2,95. Vinte centavos que multiplicados durante uma semana podem custar um saco de arroz ou de feijão.
Lembro que a partir desses distúrbios em 1880 o governo imperial começou a perder força até cair nove anos depois.

Baseados nos textos dos professores Ronaldo Pereira de Jesus e José Murilo de Carvalho


Segue video sobre as manifestações  http://videos.r7.com/manifestacao-transforma-centro-do-rio-em-praca-de-guerra/idmedia/51bb11010cf236eff5fe1e5e.html


domingo, 9 de junho de 2013

Mais Manuel Bandeira

Canção da parada do Lucas


Parada do Lucas
— O trem não parou.


Ah, se o trem parasse
Minha alma incendida
Pediria à Noite
Dois seios intactos.


Parada do Lucas
— O trem não parou.


Ah, se o trem parasse
Eu iria aos mangues
Dormir na escureza
Das águas defuntas.


Parada do Lucas
— O trem não parou.


Nada aconteceu
Senão a lembrança
Do crime espantoso
Que o tempo engoliu.

Andorinha


Andorinha lá fora está dizendo:
— "Passei o dia à toa, à toa!"


Andorinha, andorinha, minha cantiga é mais triste!
Passei a vida à toa, à toa . . .

Manuel Bandeira

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Não sei se alguém notou, mas no último comercial da Coca Cola tem uma mulher grávida bebendo o refrigerante. A imagem é rápida, mas não vejo como uma bebida adequada para gestantes. 

quinta-feira, 30 de maio de 2013

O valor da obra

Segundo o colunista da revista Veja, Lauro Jardim: "A obra do Maracanã custou 1,049 bilhão de reais, sem contar a área intramuros do estádio."

ABRA A PORTA, HAL!

Assisti pela primeira vez completo o filme '2001: Uma odisseia no espaço', de Stanley Kubrick. Os efeitos especiais são impressionantes para uma película lançada em 1968.Sei que influenciou uma geração de cinéfilos e futuros cineastas como George Lucas, James Cameron e Steven Spielberg.

O personagem mais importante do filme é o computador Hal 9000. Ele fala corretamente, comanda toda a espaçonave e afirma ser infalível. Mas aos poucos começa a cometer erros, o que leva os humanos a desconfiar dele. Hal descobre um plano para desliga-lo, a partir daí começa a reagir emocionalmente. A mania de perseguição chega ao ponto extremo e computador mata um dos tripulantes.

Nos anos sessenta acreditava-se que em 2001 o ser humano já estaria em um avançado processo de exploração espacial. Infelizmente, não chegamos nem perto disso, mas o filme acertou no que se refere (parafraseando nossa presidenta) a força que os computadores exercem na nossa vida.

Hoje não vivemos sem um. Nossos olhos estão sempre grudados a alguma tela, é o meu caso neste momento. Antes era a televisão, agora são PCs, lap tops, celulares, Ipads e outros gadgets. Achamos que nós, seres humanos mandávamos em tudo. Errado. Vivemos em uma bolha. Cercado por câmeras e computadores que um dia vão ser integrados em um único sistema. As cidades e as empresas estão agindo neste sentido. O big brother ou um grande olho vermelho sabe de tudo e vê tudo. Será onipresente, onisciente e onipotente, características que nós humanos falíveis demos a D's ou a outras divindades há milênios.

Quando vejo um computador desligar sozinho ou tomar alguma decisão sem minha autorização, penso sempre em Hal.



Em uma das cenas do filme, o astronauta Dave pede para que Hal abra a porta da espaçonave e deixe o entrar, depois de salvar um colega que Hal de maneira proposital mata, cortando seu oxigênio. Hal se recusa a abrir. Com um misto de raiva e receio, Dave consegue retornar a espaçonave e decide então desligar a máquina, exatamente como fazemos hoje.

O medo de cientistas e futuristas é a possível atitude estilo Blade Runner de robôs e computadores para com nós, humanos. Será q eles vão ter sentimentos? Será que eles podem se revoltar e virar nossos inimigos? A inteligência artificial vai realmente virar realidade? São perguntas muito loucas.

Melhor olhar para os lados antes de resetar seu computador.

ABRA A PORTA, HAL!

Uma cena de 2001, Uma Odisseia no Espaço clique  AQUI

segunda-feira, 27 de maio de 2013

POESIA

NOVELO

Ando confuso
Pensando em tudo
Pesando as coisas

Se vale a pena
O q eu quero
Se as justificativas valem


Se o amor é tão grande
É simples e direto

O amor é como a maconha
o cheiro forte nas narinas
O riso incontrolável
O corpo sensível
na presença dela

O labirinto do Rei Minos
Só Teseu desvendou

A solução não existe
Alguém diz
Siga em frente e viva a vida!

O outro diz:
Não faça isso! A vida não é uma corrida!



O que eu quero apenas
É ser feliz
Por que tudo é tão difícil?

O AQUARIUS

sexta-feira, 17 de maio de 2013

NOTAS e OBSERVAÇÕES

No show de Charles Aznavour na última segunda-feira no Theatro Municipal, uma jovem gaiata por muito pouco não derrubou o novelista Manoel Carlos. Ela se virou, junto com a bolsa e quase derrubou o velho. Olha, Leblon ia chorar ao deixar de ser cenário da proxima novela das nove.

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Visitando uma loja oficial do Flamengo, na zona sul do Rio notei algumas camisas do Ronaldinho Gaúcho à venda. Ao perguntar a vendedora o por que delas ainda existirem, a moça respondeu:
- Vende muito ainda. Os gringos compram a rodo.

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O Rio ainda não preparado para uma chuva intensa. Em poucos minutos árvores caem, ruas ficam alagadas e o trânsito dá um nó. Cada vez mais vem a pergunta: imagina na Copa, ou melhor nas Olímpiadas.


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Aliás, a tão promulgada explosão de empregos aqui no Rio por conta dos mega eventos esportivos até agora nem deu sinal. Tem muito profissional em várias áreas bom sem emprego ou trabalhando por merreca. 


sábado, 11 de maio de 2013

SÍSIFO

COMO SE DESCE UMA MONTANHA
 
 
Não é mais fácil
nem menos perigoso
do que subir
                         — é diverso.
 
Se olhados de fora
— os gestos —
podem parecer mais lentos.
 
Para quem desce
ao contrário, a sensação
não é de vertigem
— é complemento.
 
Subir foi demorado
descer
             é outra arte.
 
É como se Sísifo
do outro lado do monte
estivesse.
 
Descer com uma pedra
nos ombros
                        — pode ser leve.
 
 
Affonso Romano de Sant’Anna
 
 
 

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Jazz da tarde

 Billie Holliday canta 'Sugar'

http://www.youtube.com/watch?v=_UajeQsQrRA

O Malandro e o Mendigo

O Malandro saiu da casa de um amigo pois precisava comprar arroz para uma feijoada. Há poucos metros do local, se depara com um mendigo. O homem bem sujo, destruido pelo tempo e pela falta de higiene:

- Por favor meu irmão, estou morrendo de fome. Me dá algo pra comer. Pode ser um café. Me compra um copo de café, pelo amor de D's.

O malandro olha e fica com pena. O rosto pende para o lado em sinal de piedade.

- Que isso meu amigo, claro eu compro pra você. Espere um momento.

O Malandro percorre as ruas do bairro em busca de café. Passa em três, quatro padarias, botecos, mini mercados... Só vendem café em copo de vidro. Não dá para trazer para o mendigo. Até que finalmente, ele encontra um boteco que comercializa a bebida em um copo de isopor. Compra um recipietnte grande e enche até a boca, quase transborda.

Cuidadosamente, o bom samaritano leva o que seria a única "refeição" do dia ao pobre diabo. Chegando lá, o Malandro fala:

- Está aqui meu amigo. É seu. O copo de café que tanto você queria.
- Muito obrigado, meu irmão. D's lhe pague. Muito obrigado mesmo. Que D's e Jesus te abençoe. Você é um bom jovem. Obrigado.

Com respeito, o Malandro não diz nada e só abaixa a cabeça. Recompensado pela boa ação, ele se afasta e vai pra casa do amigo com o saco de arroz. Ao se aproximar da portaria, o bondoso Malandro que já se achava um ser divino, ouve a voz do pedinte.

- Porra, sem açúcar! É foda!

sexta-feira, 3 de maio de 2013

X do problema

Eike Batista mudou da água pro vinho, ou melhor para uma cachaça de fundo de quintal. O cara até pouco tempo atrás era o melhor exemplo de capitalista brasileiro, um puta estrategista com visão além do alcance (parafraseando Thundercats) defensor do Rio de Janeiro, agora é visto como uma enorme farsa, fanfarrão e idealizador de construções que ainda no papel são consideradas polêmicas. Se ele comprar o Maracanã então... vira de vez o vilão da história.

Vai q amanhã a sorte volta para a letra X.   

Um pouco de Frank Sinatra

 Sinatra canta I've got you under my skin. Música de Cole Porter

Segue o link:  http://www.youtube.com/watch?v=5yqGujr2-Jw


RUA

O vermelho da luta
O filme de Brennand
O negro pede dinheiro
Adolescentes magrelos

O Lamas cheio
A fome e o desejo
Do pedinte

O carrinho de bebê
A viatura da PM
O táxi para
Salta uma senhora lépida

O espaço vago
O prédio centenério
O louco fala sozinho

Meu amor vem de Copa
O Traiteur fechou, sabia?
Via torpedo

O futebol, o chopp, o chute
  É feriado

Chego em casa
Chave no bolso
Porta aberta
Minha cama
Um livro de Vinicius


O Aquarius

COMPREENSÃO

O não compreendido
Não compreende
É um perdido
E sempre surpreende

É visto como demente
Ele mente
Sente e solta o q vem
Da mente

Dá um sorriso descrente
Ninguém vê
Sua silhueta transparente

Mas não é paciente
Surge a sombra, conclui
O corpo cai pendente


O Aquarius