SERÁ Q O IRÃ SE REDIMIU?
A notícia é: A União Europeia e os EUA anunciaram nesta segunda-feira (20) a suspensão de parte das sanções econômicas contra o Irã por conta de seu programa nuclear.
Aqui é muito louco, estranho, irrequieto, rebelde, bizarro, intelectual, esquisito e idealista.
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Papa Francisco Perdoa Tom Zé
Tom Zé
Papa francisco vem perdoar
O tipo de pecado que acabaram de inventar
O povo, querida, com pedras na mão
Voltadas contra o imperialismo pagão
Sou a garotinha ex-tropicalista
Agora militando em um movimento
Já não penso mais em casamento
Mas se tomo coca-cola acho que estou me vendendo
Mas eu sei que papa francisco vem perdoar
O tipo de pecado que acabaram de inventar
O povo, querida, com pedras na mão
Voltadas contra o imperialismo pagão
Meu coração fundamentalista
Pede socorro aos intelectuais
Pois a diferença entre esquerda e direita
Já foi muito clara, hoje não é mais
Quero civilizar o capitalismo selvagem
Quero trazer a luz pra toda ignorância
Como bem-feitora – não desejo o mal
Assim como não quis o velho amigo cabral
Papa francisco vem perdoar
O tipo de pecado que acabaram de inventar
O povo, querida, com pedras na mão
Voltadas contra o imperialismo pagão
E na cerimônia do beija-pé
Papa francisco perdoa tom zé
No feicebuqui da santa sé
Papa francisco perdoa tom zé
Pela magnânima força da fé
Papa francisco perdoa tom zé
Por la sudamericana unidad fidel
Papa francisco perdoa tom zé
Link para ouvir a música CLIQUE AQUI
O tipo de pecado que acabaram de inventar
O povo, querida, com pedras na mão
Voltadas contra o imperialismo pagão
Sou a garotinha ex-tropicalista
Agora militando em um movimento
Já não penso mais em casamento
Mas se tomo coca-cola acho que estou me vendendo
Mas eu sei que papa francisco vem perdoar
O tipo de pecado que acabaram de inventar
O povo, querida, com pedras na mão
Voltadas contra o imperialismo pagão
Meu coração fundamentalista
Pede socorro aos intelectuais
Pois a diferença entre esquerda e direita
Já foi muito clara, hoje não é mais
Quero civilizar o capitalismo selvagem
Quero trazer a luz pra toda ignorância
Como bem-feitora – não desejo o mal
Assim como não quis o velho amigo cabral
Papa francisco vem perdoar
O tipo de pecado que acabaram de inventar
O povo, querida, com pedras na mão
Voltadas contra o imperialismo pagão
E na cerimônia do beija-pé
Papa francisco perdoa tom zé
No feicebuqui da santa sé
Papa francisco perdoa tom zé
Pela magnânima força da fé
Papa francisco perdoa tom zé
Por la sudamericana unidad fidel
Papa francisco perdoa tom zé
Link para ouvir a música CLIQUE AQUI
sábado, 11 de janeiro de 2014
Funk da riqueza maranhense
Tu tá maluco? respeita o moço
Patente alta, Sarneyzão, bigode grosso
Tu tá maluco? respeita o moço
Patente alta, é senador, bigode grosso...
Patente alta, Sarneyzão, bigode grosso
Tu tá maluco? respeita o moço
Patente alta, é senador, bigode grosso...
GUERRA SUJA
O futebol brasileiro é uma zona. Isso ficou claro com a punição dada ao Flamengo e a Portuguesa. Os times parecem não ter sido avisados imediatamente da punição sofrida por seus jogadores. O STJD decide a perda de 4 pontos das partidas, muda a tabela e tirando o Fluminense da 2ª divisão. Ficou feio demais. Nessa semana torcedores entraram na Justiça comum e conseguiram alterar mais uma vez o resultado. Agora vai ser uma guerra de liminares. Resultado: já estão falando q a CBF não vai mais rebaixar ninguém e que o Brasileiros deste ano (ano da Copa do Mundo) vai ter 24 times. Ok! Mas e os qautro times que subiram da Série B? Como ficam nessa?
São nesses momentos em que vc vê a falta de profissionalismo da CBF, de gente capaz e inteligente para evitar este tipo de cagada. Eles seguem a velha cartilha brasileira: eu não faço nada mas q tudo vai acabar bem... dessa não deu.
São nesses momentos em que vc vê a falta de profissionalismo da CBF, de gente capaz e inteligente para evitar este tipo de cagada. Eles seguem a velha cartilha brasileira: eu não faço nada mas q tudo vai acabar bem... dessa não deu.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
MEMÓRIA 2014
10 anos sem Leonel Brizola e Henri Cartier Bresson
20 anos sem Ayrton Senna, Tom Jobim, Mario Quintana e Mussum
50 anos do Golpe Militar de 64
60 anos do suicídio de Getúlio Vargas
70 anos sem Claus von Stauffenberg e Eliseu Visconti
70 anos da chegada das tropas da FEB e FAB na Itália durante a 2ª Guerra
75 anos do início da 2º Guerra Mundial
80 anos sem Lenin
80 anos de Brigitte Bardot
100 anos do início da 1ª Guerra Mundial
e por aí vai
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
A república da cagalhada e do carnaval
Assim começou a república brasileira...
A República foi proclamada em 15 de Novembro de 1889 de maneira tão atabalhoada que o chamado Governo Provisório, chefiado pelo marechal Deodoro da Fonseca, teve de tentar reorganizar toda uma administração e uma enorme burocracia composta na sua maior parte por fiéis servidores do Imperador. Ainda que muitos funcionários tenham se apressado em renegar suas antigas convicções monarquistas, os militares que acabavam de assumir o poder deveriam substituir a maior parte dos cargos de confiança. Isso naturalmente criava tensões consideráveis e a irritação do velho marechal Deodoro era constante. Nesta carta de 21 de Agosto de 1890, dirigida a Floriano Peixoto, uma das mais contundentes e irônicas da correspondência conhecida entre os dois grandes líderes militares dos primórdios da República, Deodoro deixa transparecer claramente seu aborrecimento:
Floriano, estou convencido de que todos procuram contrariar-me: mais uma cagalhada.
Na ordem do dia nº 90 vem a nomeação do alferes Carlos Baptista de Oliveira ,que é arregimentado, para oficial de ordens do comandante da Escola Militar.
Viva o ministro da Guerra
Viva o ajudante general
Viva o carnaval.
21 de agosto
O amigo velho,
Deodoro
PS.: Depois de amanhã passarei telegrama ao governador do Ceará fazendo recolher o alferes.
Texto de Pedro Correa do Lago
Fonte: site da Revista Piauí
http://revistapiaui.estadao.com.br/blogs/questoes-manuscritas/geral/deodoro-desabafa-com-floriano
Deodoro desabafa com Floriano
29/10/2013 17:22 | Autor: Pedro Corrêa do LagoA República foi proclamada em 15 de Novembro de 1889 de maneira tão atabalhoada que o chamado Governo Provisório, chefiado pelo marechal Deodoro da Fonseca, teve de tentar reorganizar toda uma administração e uma enorme burocracia composta na sua maior parte por fiéis servidores do Imperador. Ainda que muitos funcionários tenham se apressado em renegar suas antigas convicções monarquistas, os militares que acabavam de assumir o poder deveriam substituir a maior parte dos cargos de confiança. Isso naturalmente criava tensões consideráveis e a irritação do velho marechal Deodoro era constante. Nesta carta de 21 de Agosto de 1890, dirigida a Floriano Peixoto, uma das mais contundentes e irônicas da correspondência conhecida entre os dois grandes líderes militares dos primórdios da República, Deodoro deixa transparecer claramente seu aborrecimento:
Floriano, estou convencido de que todos procuram contrariar-me: mais uma cagalhada.
Na ordem do dia nº 90 vem a nomeação do alferes Carlos Baptista de Oliveira ,que é arregimentado, para oficial de ordens do comandante da Escola Militar.
Viva o ministro da Guerra
Viva o ajudante general
Viva o carnaval.
21 de agosto
O amigo velho,
Deodoro
PS.: Depois de amanhã passarei telegrama ao governador do Ceará fazendo recolher o alferes.
Texto de Pedro Correa do Lago
Fonte: site da Revista Piauí
http://revistapiaui.estadao.com.br/blogs/questoes-manuscritas/geral/deodoro-desabafa-com-floriano
sábado, 28 de dezembro de 2013
ESSA VAI PARA OS PICHADORES
RECEITA DE ANO NOVO
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade
sábado, 21 de dezembro de 2013
O vendedor e o Hare Krishna
Diálogo que aconteceu agora na Feira do Lavradio entre um vendedor ambulante e um Hare Krishna.
O vendedor chega com um saco cheio de gelo e latinhas de cerveja e Ice.
- Vai uma cervejinha aí, ô da careca?
- Não obrigado, só aceito leite, água, suco de frutas...
- Suco de fruta? Eu tenho uma parada q vai servir pra você.
O homem puxa uma latinha de Smirnoff Ice e o Hare Krisha olha com espanto:
- Não, isso não pode.
- Ué meu amigo, aqui tem suco de limão, pô.
- Não vou bem esse suco que eu imaginei.
O vendedor chega com um saco cheio de gelo e latinhas de cerveja e Ice.
- Vai uma cervejinha aí, ô da careca?
- Não obrigado, só aceito leite, água, suco de frutas...
- Suco de fruta? Eu tenho uma parada q vai servir pra você.
O homem puxa uma latinha de Smirnoff Ice e o Hare Krisha olha com espanto:
- Não, isso não pode.
- Ué meu amigo, aqui tem suco de limão, pô.
- Não vou bem esse suco que eu imaginei.
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
TAPETE TRICOLOR
Alladin anda com inveja do Fluminense. O tapete voador anda mais farto nas Laranjeiras do que nas Arábias. Aliás, seria Alladin ou Ali Babá?
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
mundo moderno
Acho interessante quando vejo uma foto de Fidel Castro usando um casaco da Adidas.Isso q se chama de mídia espontânea.
KIEV 2013 E BUDAPESTE 1956 - UM PARALELO
Os recentes protestos em Kiev na Ucrânia exigindo que o
governo se afaste da influência russa e foque na Europa Ocidental lembra o
passado. Os ucranianos chegaram até derrubar uma estátua de Lênin, o pai da
revolução russa. Para eles, a Rússia é nociva aos interesses nacionais e é vista
como uma ditadura comandada por Vladimir Putin. Essa história toda parece muito o que aconteceu no
tempo da Guerra Fria. Lá pelos anos 50 e também em um país do Leste Europeu.
A cidade estava em polvorosa nos dias de outubro e novembro
de 1956. Centenas de milhares de pessoas nas ruas de Budapeste gritavam
palavras de ordem.
- Russos voltem pra casa!
As mentes em torno de uma só ideia: acabar com a terrível
influência soviética na Hungria. Na verdade quem mandava no país eram os
camaradas de Moscou.
O ápice da revolta
foi a derrubada de uma estátua de Josef Stalin em uma das principais praças da
capital. Algum gaiato pichou as iniciais WC no rosto já destruído após vários
pisões e chutes dos moradores enfurecidos. O Exército Húngaro não fazia nada,
chegou até a apoiar o povo.
Nesta época, a Rússia vivia em processo de desestanilização
promovida pelo novo secretário geral do Partido Comunista, Nikita Kruschev. Ele
parecia abrir aos poucos a URSS para uma espécie de democracia bolchevique.
Abriu-se então a brecha para os revoltosos, em
sua grande maioria composta por estudantes. Eles exigiam o fim da ocupação
soviética e a implantação do "socialismo verdadeiro". O povo não
queria mais ser governado pelos conservadores Enro Gero e Matias Rakosi. Eles
eram visto como capachos de Moscou. O povo queria o
nacionalista Imre Nagy, e gritava por seu nome. A vontade
popular se fez e Nagy assumiu o governo. Uma vitória retumbante e
extraordinária, mas que durou pouco tempo.
Nagy foi à rádio e comunicou uma série de
mudanças democráticas, como a instalação do multipartidarismo, a extinção da
polícia política, a melhoria radical das condições de vida do trabalhador e a
busca do socialismo condizente com as características nacionais da Hungria. O
país chegou até a sair do Pacto de Varsóvia.
O Kremlin inicialmente e de maneira estranha aceita todas as resoluções húngaras e até retirou suas tropas do país.
Na verdade Nikita Kruschev estava furioso e socava a mesa de seu gabinete. Tentou se acalmar arremessando o sapato do pé esquerdo contra a parede.
- Acabem com esta palhaçada!
Kruchtchev
e a direção do Partido soviético, apesar das suas promessas públicas, logo
decidiram impedir que o país saísse da influencia da União Soviética. Na cabeça
dos russos, aquilo era uma afronta. Na madrugada de 4 de novembro, com a
desculpa de supostas negociações, a KGB preparou uma armadilha aos dirigentes
húngaros. A seguir, aproximadamente 2500 tanques e 100 mil soldados do Exército
soviético invadiram a Hungria. Às 5 horas e 20 minutos, a Rádio Nacional Livre
começou a transmitir um comunicado dramático: “Aqui fala Imre Nagy...Esta
madrugada as tropas soviéticas iniciaram um ataque contra a nossa capital com a
clara intenção de derrubar o Governo legítimo e democrático da Hungria. As nossas
tropas estão a lutar! O Governo mantém-se no lugar...”Quando os estudantes tentaram resgatar alguns colegas que haviam sido presos pela polícia política, esta abriu fogo contra a multidão.
O Exército Vermelho invade Budapeste, com mais de mil tanques, com o apoio de ataques aéreos e bombardeamentos de artilharia, derrotando em alguns dias as forças húngaras. Calcula-se que 20 000 pessoas foram mortas durante a intervenção soviética. Nagy foi preso (e posteriormente executado) e substituído no poder pelo simpatizante soviético János Kádár. Mais de 2 mil processos políticos foram abertos, resultando em 350 enforcamentos. Dezenas de milhares de húngaros fugiram do país e cerca de 13 mil foram presos. As tropas soviéticas só deixaram verdadeiramente a Hungria em 1991.
Em Moscou Kruschev coçava a careca aliviado. Ele que havia
se transformando em um anti-Stalin acabou agindo de maneira mais cruel do que seu
antecessor. O camarada retira seus óculos e olha com atenção para a lente e
pensa.
- O que Stalin faria no meu lugar?
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
JORNALISMO E A CURIOSIDADE
Este pequeno texto continua atualíssimo. Salve João do Rio!
"O público quer uma nova curiosidade. As multidões meridionais são mais ou menos nervosas. A curiosidade, o apetite de saber, de estar informado, de ser conhecedor são os primeiros sintomas da agitação e da nevrose. Há da parte do público uma curiosidade malsã, quase excessiva. Não se quer conhecer as obras, prefere-se indagar a vida dos autores. Precisamos saber? Remontamos logo às origens, desventramos os ídolos, viviemos com eles. A curiosidade é hoje uma ânsia... Ora, o jornalismo é o pai da nevrose porque transformou a crítica e fez a reportagem."
João do Rio - Momento Literário - 1908
"O público quer uma nova curiosidade. As multidões meridionais são mais ou menos nervosas. A curiosidade, o apetite de saber, de estar informado, de ser conhecedor são os primeiros sintomas da agitação e da nevrose. Há da parte do público uma curiosidade malsã, quase excessiva. Não se quer conhecer as obras, prefere-se indagar a vida dos autores. Precisamos saber? Remontamos logo às origens, desventramos os ídolos, viviemos com eles. A curiosidade é hoje uma ânsia... Ora, o jornalismo é o pai da nevrose porque transformou a crítica e fez a reportagem."
João do Rio - Momento Literário - 1908
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
PENSATAS PACATAS - SORTEIO DA COPA
- Rodrigo Hilbert é ruim demais
- Fernanda Lima tá gostosa pra cacete, olha q nunca achei isso tudo
- Foi bonito ver Alcides Ghiggia, nosso carrasco-mor, no sorteio. Tomara q ele não traga o fastasma de 1950. Buuuuuuuuuuu!
- Jerome Valcke não parava de olhar os peitões da Fernanda Lima.
- Desde quando Fernanda Lima tem peitões?
- Se os chefões da Fifa vissem hoje o entorno do Maracanã após as chuvas.... sei não.
- A Globo vem minimizando mas eu acho q o grupo do Brasil com Croácia, Camarões e México não é fácil não.
- Não sabia q a música 1 X 0 do Pixinguinha tinha letra. Seria muito melhor no instrumental.
- O dueto entre Vanessa da Mata e Alexandre Pires foi algo tenebroso.
- Boa ideia terminar o show com Margareth Meneses e Olodum.
- Por que a tradução simultânea é sempre ruim?
- Fernanda Lima tá gostosa pra cacete, olha q nunca achei isso tudo
- Foi bonito ver Alcides Ghiggia, nosso carrasco-mor, no sorteio. Tomara q ele não traga o fastasma de 1950. Buuuuuuuuuuu!
- Jerome Valcke não parava de olhar os peitões da Fernanda Lima.
- Desde quando Fernanda Lima tem peitões?
- Se os chefões da Fifa vissem hoje o entorno do Maracanã após as chuvas.... sei não.
- A Globo vem minimizando mas eu acho q o grupo do Brasil com Croácia, Camarões e México não é fácil não.
- Não sabia q a música 1 X 0 do Pixinguinha tinha letra. Seria muito melhor no instrumental.
- O dueto entre Vanessa da Mata e Alexandre Pires foi algo tenebroso.
- Boa ideia terminar o show com Margareth Meneses e Olodum.
- Por que a tradução simultânea é sempre ruim?
sábado, 30 de novembro de 2013
A FEITICEIRA DO ARCO DO TELLES
"E a história de terror, mais impressionante a dos Arcos dos Teles:
O que pouca gente sabe é que o beco debaixo do arco esconde muitos dramas e alguns mistérios. Há quem o considere um lugar maldito e garanta que é mal assombrado. Dentre os diversos episódios estranhos que envolvem o lugar, veremos um dos mais terríveis: a história de uma das primeiras feiticeiras do Rio de Janeiro, certamente a mais cruel. Desculpem-me pelo relato forte e chocante. Todos os fatos que vou citar ocorreram e estão registrados em documentos antigos da polícia carioca.
Com a construção da Casa do Governo pelo governador Gomes Freire no Largo do Paço (atual Praça VX), as redondezas se valorizaram e passaram a ser freqüentadas pela sociedade. Vendo isso, o português Antônio Telles Barreto de Menezes (juiz e proprietário de terras em Jacarepaguá e Baixada Fluminense) mandou construir uma carreira de casas de aluguel naquele logradouro, em 1743.
- Quando a obra chegou à travessa do Mercado do Peixe, o engenheiro Alpoim (responsável pelo projeto) teve que traçar um amplo arco sobre ela, para que a via dos mercadores não ficasse obstruída pela nova construção. Vem daí o apelido de "Arco do Telles". Os prédios foram todos alugados, ficando os térreos principalmente para os lojistas de secos e molhados; a casa maior, justamente a que ostentava o arco, foi ocupada pelo Senado da Câmara (equivalente hoje à Câmara dos Vereadores).
- A má sina daquele local iria se revelar nessa época, mais exatamente em 20 de julho de 1790, na loja térrea próxima à rua Direita, onde existia uma loja de objetos usados denominada curiosamente de "O Caga Negócios". Um violento incêndio criminoso destruiu o prédio e deixou dezenas de feridos e dois mortos. O fogo atingiu o andar superior e consumiu o arquivo do Senado da Câmara, perdendo-se assim toda a documentação referente aos primórdios da cidade, inclusive os recibos e cobranças de foros (espécie de IPTU) e os registros gerais de imóveis.
- A partir desta tragédia, aquela área perdeu o viço e caiu em decadência, transformando-se em abrigo da malandragem e ponto de prostituição. Apesar de haver ali um oratório de N. Sra. dos Prazeres, a baixaria era tão grande que moradores das proximidades removeram a santa para a Igreja de Santo Antônio dos Pobres, onde permanece.
- Foi nesse ambiente nefasto, em meio à escória da cidade, que Bárbara dos Prazeres certa noite apareceu, rompendo a penumbra do beco do Arco dos Telles. Começava ali uma história de pavor.
- Após o incêndio do casario da Travessa do Mercado, em 1790, o lugar decaiu e tornou-se reduto de marginais e antro de prostituição do mais baixo nível. Dentre as mais famigeradas figuras do Arco do Telles nessa época, sobressaiu-se a prostituta e depois feiticeira Bárbara dos Prazeres. A maior parte dos dados abaixo foram registrados pela Intendência Geral de Polícia, criada pelo Príncipe D. João, em 1809.
- Nascida em Portugal no ano de 1770, tinha 18 anos de idade quando veio com o marido para o Brasil. No Rio de Janeiro, apaixonou-se por um mulato e assassinou o esposo para viver livremente com o amante. Consta que o homem, porém, passou a viver às custas da jovem e chegou a consumir a maior parte dos seus bens. Durante uma briga do casal, Bárbara o matou também.
- Marcada pelos assassinatos e sem meios de subsistência, restou à bela jovem de 20 anos ganhar a vida se prostituindo. Fez seu ponto exatamente ali, debaixo do Arco do Telles, onde angariou vasta clientela. Por quase 20 anos, ela considerou ter encontrado a sua vocação e o seu lugar na sociedade.
- Porém, o tempo e a vida desregrada cobraram o seu tributo. Começou a ficar velha e já não atraía tantos homens. Também as dores nos ossos a cada dia ficavam mais insuportáveis (provavelmente havia contraído sífilis). Temendo cair na miséria e na solidão, desesperada, ela procurou um remédio nas muitas casas de feitiçaria e magia negra do Rio de Janeiro, uma poção que aliviasse suas dores e a tornasse bonita e jovem outra vez.
- Uns dizem que custou todo o dinheiro que ela tinha juntado, outros, que o preço foi sua alma; de concreto, o que se sabe é que alguém lhe passou uma fórmula que teria o efeito desejado. Os principais componentes eram certas ervas e sangue humano morno, mais precisamente, de crianças ainda vivas.
- Foi quando começou a raptar meninos pobres, filhos de escravos e de mendigos, e também a ficar de tocaia na Roda dos Expostos da Santa Casa, onde eram abandonados os bebês para adoção. Não há números exatos, mas foram dezenas as vítimas que ela sacrificou no lúgubre ritual de rejuvenescimento. O pavor tomou conta da população do Rio de Janeiro, cujas crianças passaram a ser trancadas em casa e a só sair na companhia de adultos.
- Nossa personagem, nesta época, aparece nos registros do Intendente Geral de Polícia, desembargador Paulo Fernandes Vianna, como Bárbara dos Prazeres (por causa do oratório no Arco do Telles) e também como Bárbara "Onça" (referência à sua ferocidade). Parecem vir desse período as expressões: "cuidado que a bruxa está solta!" e "olha que a Onça está solta!".
- Bárbara levava suas pequenas vítimas para a tapera em que morava, na Cidade Nova. Pendurava as crianças pelos pés com uma corda, as esfaqueava e postava-se embaixo delas para banhar-se no sangue que jorrava ainda quente dos corpinhos sem vida.
- Talvez a criminosa mais procurada na cidade em todos os tempos, consta que viveu até 1830, quando simplesmente desapareceu. Nesse ano, surgiu um cadáver de mulher boiando próximo ao Largo do Paço, mas suas feições estavam irreconhecíveis. Alguns afirmaram que era Bárbara, mas outros não a identificaram.
- Há quem suspeite (lenda urbana?) que ela continua viva até hoje, graças ao segredo da fórmula de rejuvenescimento. E mais: teria assumido a condição de feiticeira e aplicado a receita em alguns milionários, em troca de parte de suas fortunas.
- Diz-se que ainda hoje, em certas madrugadas sem lua, quando já partiram os últimos garçons dos bares da Travessa do Comércio e cessou o movimento da boemia, escuta-se no beco a gargalhada de Bárbara Onça, a feiticeira, ecoando assustadoramente pelos vazios escuros do Arco do Telles .Também ouvem-se choros, lamentos e palavrões, além de vultos que parecem entrar e sair pelas paredes, além de uma espécie de gargalhada espectral que muitos dizem vir do lugar onde morava a bruxa Bárbara dos Prazeres".
Foto e texto retirada da página GuaAntiga.
Francisco Tadini
domingo, 24 de novembro de 2013
O mineiro e o fechamento do Congresso Nacional
Era
tardinha em Brasília. O sol refletia em um feixe dourado sobre o Lago
Paranoá. A cidade estava calma depois de um vendaval político. Sentado
na cadeira de presidente da República, um senhor de topete branco
cafona, óculos de aros grossos e um leve sotaque mineiro.
Itamar Franco caia de paraquedas na cadeira de Presidente da República Federativa do Brasil. Era 1992. Mesmo cheio de afazeres, Itamar aceita uma audiência em seu gabinete com um grupo de parlamentares, dois deputados federais e um senador. O Brasil tinha acabado de ver surgir como um raio e desabar como uma gangorra o mandato do ex-presidente Fernando Collor. O país viveu intensamente todo o processo de impeachment.
No Palácio do Planalto, o mineiro era de vez o chefe do Executivo, não mais interino. Com sua delicadeza peculiar e sua voz baixa recebeu calorosamente os parlamentares. Ele vieram fazer um pedido insólito.
- Recomendamos que vossa excelência feche o Congresso Nacional.
Itamar arregala os olhos, parece não acreditar nos seus ouvidos. Foi pego de surpresa. Pensou o quanto irônico era aquela situação: parlamentares pedindo para fechar o parlamento.
- Perdão, acho que não entendi.
- Foi isso mesmo, senhor presidente. Recomendamos que o senhor feche o Congresso - disse um dos parlamentares.
Itamar ajeita os óculos e franze a testa. Ele tenta entender de onde surgiu essa ideia tão estapafúrdia.
- Meus amigos, gostaria de entender o porquê dessa decisão tão drástica. Qual é o sentido?
- Senhor presidente, vivemos um momento grave. A corrupção é generalizada nas duas Casas. O dinheiro público está indo para o ralo. São poucos que ainda não entraram no esquema. É vergonhoso. Os atuais parlamentares fazem parte de uma organização criminosa.
Pálido, Itamar ajeita o topete com a mão direita. Bate com a caneta duas vezes contra o papel em sua mesa e tenta deglutir em sua mente as informações passadas. O que fazer?
- Vossa excelência, como novo presidente da República tem que tomar uma atitude firme já. Esse é o único meio para depurar o parlamento brasileiro.
De sopetão, o mineiro de Juiz de Fora respondeu:
- Não posso fazer isso.
- É o seu dever como chefe da nação.
Um outro parlamentar continua.
- Acabamos de derrubar um presidente corrupto. Vossa excelência é um homem honesto.
O homem vira a cabeça para os lados, põe um das mãos na boca como se tivesse limpando. Itamar começa a suar. Nunca recebeu uma proposta tão ousada em sua vida. A modelo Lilian Ramos ficaria com inveja.
- Sou honesto mas não autoritário. Não vou fechar o Congresso Nacional. Sei há problemas, mas não vai ser fechando que iremos resolver. Eu lutei contra a ditadura, exatamente por isso não pretendo virar um déspota. É através da democracia que esses problemas irão se resolver.
Um deles tentar intervir.
- Mas presidente, isso vai demorar... Precisamos de uma ação já!
- Que demore o tempo necessário. O parlamento é fundamental em um país democrático. O governo vai dar todo apoio necessário para que ele continue funcionando. Não vou discutir mais isso.
Meses depois estoura a primeira grande crise no Congresso Nacional, a CPI dos anões do orçamento. A primeira de muitas.
Itamar Franco caia de paraquedas na cadeira de Presidente da República Federativa do Brasil. Era 1992. Mesmo cheio de afazeres, Itamar aceita uma audiência em seu gabinete com um grupo de parlamentares, dois deputados federais e um senador. O Brasil tinha acabado de ver surgir como um raio e desabar como uma gangorra o mandato do ex-presidente Fernando Collor. O país viveu intensamente todo o processo de impeachment.
No Palácio do Planalto, o mineiro era de vez o chefe do Executivo, não mais interino. Com sua delicadeza peculiar e sua voz baixa recebeu calorosamente os parlamentares. Ele vieram fazer um pedido insólito.
- Recomendamos que vossa excelência feche o Congresso Nacional.
Itamar arregala os olhos, parece não acreditar nos seus ouvidos. Foi pego de surpresa. Pensou o quanto irônico era aquela situação: parlamentares pedindo para fechar o parlamento.
- Perdão, acho que não entendi.
- Foi isso mesmo, senhor presidente. Recomendamos que o senhor feche o Congresso - disse um dos parlamentares.
Itamar ajeita os óculos e franze a testa. Ele tenta entender de onde surgiu essa ideia tão estapafúrdia.
- Meus amigos, gostaria de entender o porquê dessa decisão tão drástica. Qual é o sentido?
- Senhor presidente, vivemos um momento grave. A corrupção é generalizada nas duas Casas. O dinheiro público está indo para o ralo. São poucos que ainda não entraram no esquema. É vergonhoso. Os atuais parlamentares fazem parte de uma organização criminosa.
Pálido, Itamar ajeita o topete com a mão direita. Bate com a caneta duas vezes contra o papel em sua mesa e tenta deglutir em sua mente as informações passadas. O que fazer?
- Vossa excelência, como novo presidente da República tem que tomar uma atitude firme já. Esse é o único meio para depurar o parlamento brasileiro.
De sopetão, o mineiro de Juiz de Fora respondeu:
- Não posso fazer isso.
- É o seu dever como chefe da nação.
Um outro parlamentar continua.
- Acabamos de derrubar um presidente corrupto. Vossa excelência é um homem honesto.
O homem vira a cabeça para os lados, põe um das mãos na boca como se tivesse limpando. Itamar começa a suar. Nunca recebeu uma proposta tão ousada em sua vida. A modelo Lilian Ramos ficaria com inveja.
- Sou honesto mas não autoritário. Não vou fechar o Congresso Nacional. Sei há problemas, mas não vai ser fechando que iremos resolver. Eu lutei contra a ditadura, exatamente por isso não pretendo virar um déspota. É através da democracia que esses problemas irão se resolver.
Um deles tentar intervir.
- Mas presidente, isso vai demorar... Precisamos de uma ação já!
- Que demore o tempo necessário. O parlamento é fundamental em um país democrático. O governo vai dar todo apoio necessário para que ele continue funcionando. Não vou discutir mais isso.
Meses depois estoura a primeira grande crise no Congresso Nacional, a CPI dos anões do orçamento. A primeira de muitas.
E a gente vai levando
Vai Levando
Vinicius de Moraes
Mesmo com toda a fama, com toda a brahma
Com toda a cama, com toda a lama
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa chama
Mesmo com todo o emblema, todo o problema
Todo o sistema, toda Ipanema
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa gema
Mesmo com o nada feito, com a sala escura
Com um nó no peito, com a cara dura
Não tem mais jeito, a gente não tem cura
Mesmo com o todavia, com todo dia
Com todo ia, todo não ia
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa guia
Mesmo com todo rock, com todo pop
Com todo estoque, com todo Ibope
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando esse toque
Mesmo com toda sanha, toda façanha
Toda picanha, toda campanha
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa manha
Mesmo com toda estima, com toda esgrima
Com todo clima, com tudo em cima
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa rima
Mesmo com toda cédula, com toda célula
Com toda súmula, com toda sílaba
A gente vai levando, a gente vai tocando, a gente vai tomando, a gente vai dourando essa pílula !
Com toda a cama, com toda a lama
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa chama
Mesmo com todo o emblema, todo o problema
Todo o sistema, toda Ipanema
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa gema
Mesmo com o nada feito, com a sala escura
Com um nó no peito, com a cara dura
Não tem mais jeito, a gente não tem cura
Mesmo com o todavia, com todo dia
Com todo ia, todo não ia
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa guia
Mesmo com todo rock, com todo pop
Com todo estoque, com todo Ibope
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando esse toque
Mesmo com toda sanha, toda façanha
Toda picanha, toda campanha
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa manha
Mesmo com toda estima, com toda esgrima
Com todo clima, com tudo em cima
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa rima
Mesmo com toda cédula, com toda célula
Com toda súmula, com toda sílaba
A gente vai levando, a gente vai tocando, a gente vai tomando, a gente vai dourando essa pílula !
LINK: http://www.youtube.com/watch?v=M0bPRXrGsi8
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