Aqui é muito louco, estranho, irrequieto, rebelde, bizarro, intelectual, esquisito e idealista.
sábado, 30 de novembro de 2013
A FEITICEIRA DO ARCO DO TELLES
"E a história de terror, mais impressionante a dos Arcos dos Teles:
O que pouca gente sabe é que o beco debaixo do arco esconde muitos dramas e alguns mistérios. Há quem o considere um lugar maldito e garanta que é mal assombrado. Dentre os diversos episódios estranhos que envolvem o lugar, veremos um dos mais terríveis: a história de uma das primeiras feiticeiras do Rio de Janeiro, certamente a mais cruel. Desculpem-me pelo relato forte e chocante. Todos os fatos que vou citar ocorreram e estão registrados em documentos antigos da polícia carioca.
Com a construção da Casa do Governo pelo governador Gomes Freire no Largo do Paço (atual Praça VX), as redondezas se valorizaram e passaram a ser freqüentadas pela sociedade. Vendo isso, o português Antônio Telles Barreto de Menezes (juiz e proprietário de terras em Jacarepaguá e Baixada Fluminense) mandou construir uma carreira de casas de aluguel naquele logradouro, em 1743.
- Quando a obra chegou à travessa do Mercado do Peixe, o engenheiro Alpoim (responsável pelo projeto) teve que traçar um amplo arco sobre ela, para que a via dos mercadores não ficasse obstruída pela nova construção. Vem daí o apelido de "Arco do Telles". Os prédios foram todos alugados, ficando os térreos principalmente para os lojistas de secos e molhados; a casa maior, justamente a que ostentava o arco, foi ocupada pelo Senado da Câmara (equivalente hoje à Câmara dos Vereadores).
- A má sina daquele local iria se revelar nessa época, mais exatamente em 20 de julho de 1790, na loja térrea próxima à rua Direita, onde existia uma loja de objetos usados denominada curiosamente de "O Caga Negócios". Um violento incêndio criminoso destruiu o prédio e deixou dezenas de feridos e dois mortos. O fogo atingiu o andar superior e consumiu o arquivo do Senado da Câmara, perdendo-se assim toda a documentação referente aos primórdios da cidade, inclusive os recibos e cobranças de foros (espécie de IPTU) e os registros gerais de imóveis.
- A partir desta tragédia, aquela área perdeu o viço e caiu em decadência, transformando-se em abrigo da malandragem e ponto de prostituição. Apesar de haver ali um oratório de N. Sra. dos Prazeres, a baixaria era tão grande que moradores das proximidades removeram a santa para a Igreja de Santo Antônio dos Pobres, onde permanece.
- Foi nesse ambiente nefasto, em meio à escória da cidade, que Bárbara dos Prazeres certa noite apareceu, rompendo a penumbra do beco do Arco dos Telles. Começava ali uma história de pavor.
- Após o incêndio do casario da Travessa do Mercado, em 1790, o lugar decaiu e tornou-se reduto de marginais e antro de prostituição do mais baixo nível. Dentre as mais famigeradas figuras do Arco do Telles nessa época, sobressaiu-se a prostituta e depois feiticeira Bárbara dos Prazeres. A maior parte dos dados abaixo foram registrados pela Intendência Geral de Polícia, criada pelo Príncipe D. João, em 1809.
- Nascida em Portugal no ano de 1770, tinha 18 anos de idade quando veio com o marido para o Brasil. No Rio de Janeiro, apaixonou-se por um mulato e assassinou o esposo para viver livremente com o amante. Consta que o homem, porém, passou a viver às custas da jovem e chegou a consumir a maior parte dos seus bens. Durante uma briga do casal, Bárbara o matou também.
- Marcada pelos assassinatos e sem meios de subsistência, restou à bela jovem de 20 anos ganhar a vida se prostituindo. Fez seu ponto exatamente ali, debaixo do Arco do Telles, onde angariou vasta clientela. Por quase 20 anos, ela considerou ter encontrado a sua vocação e o seu lugar na sociedade.
- Porém, o tempo e a vida desregrada cobraram o seu tributo. Começou a ficar velha e já não atraía tantos homens. Também as dores nos ossos a cada dia ficavam mais insuportáveis (provavelmente havia contraído sífilis). Temendo cair na miséria e na solidão, desesperada, ela procurou um remédio nas muitas casas de feitiçaria e magia negra do Rio de Janeiro, uma poção que aliviasse suas dores e a tornasse bonita e jovem outra vez.
- Uns dizem que custou todo o dinheiro que ela tinha juntado, outros, que o preço foi sua alma; de concreto, o que se sabe é que alguém lhe passou uma fórmula que teria o efeito desejado. Os principais componentes eram certas ervas e sangue humano morno, mais precisamente, de crianças ainda vivas.
- Foi quando começou a raptar meninos pobres, filhos de escravos e de mendigos, e também a ficar de tocaia na Roda dos Expostos da Santa Casa, onde eram abandonados os bebês para adoção. Não há números exatos, mas foram dezenas as vítimas que ela sacrificou no lúgubre ritual de rejuvenescimento. O pavor tomou conta da população do Rio de Janeiro, cujas crianças passaram a ser trancadas em casa e a só sair na companhia de adultos.
- Nossa personagem, nesta época, aparece nos registros do Intendente Geral de Polícia, desembargador Paulo Fernandes Vianna, como Bárbara dos Prazeres (por causa do oratório no Arco do Telles) e também como Bárbara "Onça" (referência à sua ferocidade). Parecem vir desse período as expressões: "cuidado que a bruxa está solta!" e "olha que a Onça está solta!".
- Bárbara levava suas pequenas vítimas para a tapera em que morava, na Cidade Nova. Pendurava as crianças pelos pés com uma corda, as esfaqueava e postava-se embaixo delas para banhar-se no sangue que jorrava ainda quente dos corpinhos sem vida.
- Talvez a criminosa mais procurada na cidade em todos os tempos, consta que viveu até 1830, quando simplesmente desapareceu. Nesse ano, surgiu um cadáver de mulher boiando próximo ao Largo do Paço, mas suas feições estavam irreconhecíveis. Alguns afirmaram que era Bárbara, mas outros não a identificaram.
- Há quem suspeite (lenda urbana?) que ela continua viva até hoje, graças ao segredo da fórmula de rejuvenescimento. E mais: teria assumido a condição de feiticeira e aplicado a receita em alguns milionários, em troca de parte de suas fortunas.
- Diz-se que ainda hoje, em certas madrugadas sem lua, quando já partiram os últimos garçons dos bares da Travessa do Comércio e cessou o movimento da boemia, escuta-se no beco a gargalhada de Bárbara Onça, a feiticeira, ecoando assustadoramente pelos vazios escuros do Arco do Telles .Também ouvem-se choros, lamentos e palavrões, além de vultos que parecem entrar e sair pelas paredes, além de uma espécie de gargalhada espectral que muitos dizem vir do lugar onde morava a bruxa Bárbara dos Prazeres".
Foto e texto retirada da página GuaAntiga.
Francisco Tadini
domingo, 24 de novembro de 2013
O mineiro e o fechamento do Congresso Nacional
Era
tardinha em Brasília. O sol refletia em um feixe dourado sobre o Lago
Paranoá. A cidade estava calma depois de um vendaval político. Sentado
na cadeira de presidente da República, um senhor de topete branco
cafona, óculos de aros grossos e um leve sotaque mineiro.
Itamar Franco caia de paraquedas na cadeira de Presidente da República Federativa do Brasil. Era 1992. Mesmo cheio de afazeres, Itamar aceita uma audiência em seu gabinete com um grupo de parlamentares, dois deputados federais e um senador. O Brasil tinha acabado de ver surgir como um raio e desabar como uma gangorra o mandato do ex-presidente Fernando Collor. O país viveu intensamente todo o processo de impeachment.
No Palácio do Planalto, o mineiro era de vez o chefe do Executivo, não mais interino. Com sua delicadeza peculiar e sua voz baixa recebeu calorosamente os parlamentares. Ele vieram fazer um pedido insólito.
- Recomendamos que vossa excelência feche o Congresso Nacional.
Itamar arregala os olhos, parece não acreditar nos seus ouvidos. Foi pego de surpresa. Pensou o quanto irônico era aquela situação: parlamentares pedindo para fechar o parlamento.
- Perdão, acho que não entendi.
- Foi isso mesmo, senhor presidente. Recomendamos que o senhor feche o Congresso - disse um dos parlamentares.
Itamar ajeita os óculos e franze a testa. Ele tenta entender de onde surgiu essa ideia tão estapafúrdia.
- Meus amigos, gostaria de entender o porquê dessa decisão tão drástica. Qual é o sentido?
- Senhor presidente, vivemos um momento grave. A corrupção é generalizada nas duas Casas. O dinheiro público está indo para o ralo. São poucos que ainda não entraram no esquema. É vergonhoso. Os atuais parlamentares fazem parte de uma organização criminosa.
Pálido, Itamar ajeita o topete com a mão direita. Bate com a caneta duas vezes contra o papel em sua mesa e tenta deglutir em sua mente as informações passadas. O que fazer?
- Vossa excelência, como novo presidente da República tem que tomar uma atitude firme já. Esse é o único meio para depurar o parlamento brasileiro.
De sopetão, o mineiro de Juiz de Fora respondeu:
- Não posso fazer isso.
- É o seu dever como chefe da nação.
Um outro parlamentar continua.
- Acabamos de derrubar um presidente corrupto. Vossa excelência é um homem honesto.
O homem vira a cabeça para os lados, põe um das mãos na boca como se tivesse limpando. Itamar começa a suar. Nunca recebeu uma proposta tão ousada em sua vida. A modelo Lilian Ramos ficaria com inveja.
- Sou honesto mas não autoritário. Não vou fechar o Congresso Nacional. Sei há problemas, mas não vai ser fechando que iremos resolver. Eu lutei contra a ditadura, exatamente por isso não pretendo virar um déspota. É através da democracia que esses problemas irão se resolver.
Um deles tentar intervir.
- Mas presidente, isso vai demorar... Precisamos de uma ação já!
- Que demore o tempo necessário. O parlamento é fundamental em um país democrático. O governo vai dar todo apoio necessário para que ele continue funcionando. Não vou discutir mais isso.
Meses depois estoura a primeira grande crise no Congresso Nacional, a CPI dos anões do orçamento. A primeira de muitas.
Itamar Franco caia de paraquedas na cadeira de Presidente da República Federativa do Brasil. Era 1992. Mesmo cheio de afazeres, Itamar aceita uma audiência em seu gabinete com um grupo de parlamentares, dois deputados federais e um senador. O Brasil tinha acabado de ver surgir como um raio e desabar como uma gangorra o mandato do ex-presidente Fernando Collor. O país viveu intensamente todo o processo de impeachment.
No Palácio do Planalto, o mineiro era de vez o chefe do Executivo, não mais interino. Com sua delicadeza peculiar e sua voz baixa recebeu calorosamente os parlamentares. Ele vieram fazer um pedido insólito.
- Recomendamos que vossa excelência feche o Congresso Nacional.
Itamar arregala os olhos, parece não acreditar nos seus ouvidos. Foi pego de surpresa. Pensou o quanto irônico era aquela situação: parlamentares pedindo para fechar o parlamento.
- Perdão, acho que não entendi.
- Foi isso mesmo, senhor presidente. Recomendamos que o senhor feche o Congresso - disse um dos parlamentares.
Itamar ajeita os óculos e franze a testa. Ele tenta entender de onde surgiu essa ideia tão estapafúrdia.
- Meus amigos, gostaria de entender o porquê dessa decisão tão drástica. Qual é o sentido?
- Senhor presidente, vivemos um momento grave. A corrupção é generalizada nas duas Casas. O dinheiro público está indo para o ralo. São poucos que ainda não entraram no esquema. É vergonhoso. Os atuais parlamentares fazem parte de uma organização criminosa.
Pálido, Itamar ajeita o topete com a mão direita. Bate com a caneta duas vezes contra o papel em sua mesa e tenta deglutir em sua mente as informações passadas. O que fazer?
- Vossa excelência, como novo presidente da República tem que tomar uma atitude firme já. Esse é o único meio para depurar o parlamento brasileiro.
De sopetão, o mineiro de Juiz de Fora respondeu:
- Não posso fazer isso.
- É o seu dever como chefe da nação.
Um outro parlamentar continua.
- Acabamos de derrubar um presidente corrupto. Vossa excelência é um homem honesto.
O homem vira a cabeça para os lados, põe um das mãos na boca como se tivesse limpando. Itamar começa a suar. Nunca recebeu uma proposta tão ousada em sua vida. A modelo Lilian Ramos ficaria com inveja.
- Sou honesto mas não autoritário. Não vou fechar o Congresso Nacional. Sei há problemas, mas não vai ser fechando que iremos resolver. Eu lutei contra a ditadura, exatamente por isso não pretendo virar um déspota. É através da democracia que esses problemas irão se resolver.
Um deles tentar intervir.
- Mas presidente, isso vai demorar... Precisamos de uma ação já!
- Que demore o tempo necessário. O parlamento é fundamental em um país democrático. O governo vai dar todo apoio necessário para que ele continue funcionando. Não vou discutir mais isso.
Meses depois estoura a primeira grande crise no Congresso Nacional, a CPI dos anões do orçamento. A primeira de muitas.
E a gente vai levando
Vai Levando
Vinicius de Moraes
Mesmo com toda a fama, com toda a brahma
Com toda a cama, com toda a lama
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa chama
Mesmo com todo o emblema, todo o problema
Todo o sistema, toda Ipanema
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa gema
Mesmo com o nada feito, com a sala escura
Com um nó no peito, com a cara dura
Não tem mais jeito, a gente não tem cura
Mesmo com o todavia, com todo dia
Com todo ia, todo não ia
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa guia
Mesmo com todo rock, com todo pop
Com todo estoque, com todo Ibope
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando esse toque
Mesmo com toda sanha, toda façanha
Toda picanha, toda campanha
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa manha
Mesmo com toda estima, com toda esgrima
Com todo clima, com tudo em cima
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa rima
Mesmo com toda cédula, com toda célula
Com toda súmula, com toda sílaba
A gente vai levando, a gente vai tocando, a gente vai tomando, a gente vai dourando essa pílula !
Com toda a cama, com toda a lama
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa chama
Mesmo com todo o emblema, todo o problema
Todo o sistema, toda Ipanema
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa gema
Mesmo com o nada feito, com a sala escura
Com um nó no peito, com a cara dura
Não tem mais jeito, a gente não tem cura
Mesmo com o todavia, com todo dia
Com todo ia, todo não ia
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa guia
Mesmo com todo rock, com todo pop
Com todo estoque, com todo Ibope
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando esse toque
Mesmo com toda sanha, toda façanha
Toda picanha, toda campanha
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa manha
Mesmo com toda estima, com toda esgrima
Com todo clima, com tudo em cima
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa rima
Mesmo com toda cédula, com toda célula
Com toda súmula, com toda sílaba
A gente vai levando, a gente vai tocando, a gente vai tomando, a gente vai dourando essa pílula !
LINK: http://www.youtube.com/watch?v=M0bPRXrGsi8
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
RESPOSTA A IMPUNIDADE
Tô louco para ver atras das grade o ex-ministro José Dirceu; o
deputado José Genoino; o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares; Marcos
Valério, apontado como "operador" do esquema; Cristiano Paz, ex-sócio de
Marcos Valério; Kátia Rabello, ex-presidente do Banco Rural; o advogado
Rogério Tolentino, o ex-deputado Pedro Corrêa e a ex-funcionária de
Valério, Simone Vasconcelos.... entre outros.
Só falta o grande molusco.
Só falta o grande molusco.
De Deodoro a Dilma
A República começou há 124 anos com o nome de Estados Unidos do Brasil e oito ministros, em vez dos 39 de hoje.
De acordo com a biblioteca do Planalto, eram três ministérios: Guerra, Marinha e Fazenda.
Havia ainda cinco secretarias ligadas à Presidência: Justiça, Negócios Estrangeiros, Interior, Agricultura (que também incluía Comércio e Obras Públicas) e Instrução Pública (que também incluía Correios e Telégrafos).
Na época, os impostos tomavam 10% da renda do país; hoje são 35%.
Fonte: site da Folha de São Paulo
De acordo com a biblioteca do Planalto, eram três ministérios: Guerra, Marinha e Fazenda.
Havia ainda cinco secretarias ligadas à Presidência: Justiça, Negócios Estrangeiros, Interior, Agricultura (que também incluía Comércio e Obras Públicas) e Instrução Pública (que também incluía Correios e Telégrafos).
Na época, os impostos tomavam 10% da renda do país; hoje são 35%.
Fonte: site da Folha de São Paulo
sábado, 2 de novembro de 2013
TARDE DEMAIS
O secretário Estadual de Segurança José Mariano Beltrame, lamentou a morte de duas pessoas durante o tiroteio, em Bangu. Um PM e uma criança de 8 anos morreram na tragédia. Criminosos tentaram invadir O fórum do bairro para resgatar bandidos. O secretário defendeu o uso do recurso de videoconferência durante as audiências judiciais para impedir o q aconteceu nesta quinta. Ok, a ideia não é nova, mas só quando acontecesse este tipo de situação é lembrada. Segue o link:
http://videos.r7.com/beltrame-defende-uso-de-videoconferencia-em-audiencias-judiciais-no-rio-de-janeiro/idmedia/5273f8570cf25d22b525a619.html
terça-feira, 22 de outubro de 2013
República
Lendo as primeiras páginas de 1889, descobri q não foi o Marechal Deodoro da Fonseca quem proclamou a República, aliás ele sempre foi monarquista, mas sim um bando de jornalistas. Eles escreveram e publicaram um manifesto, depois encaminharam a Câmara Municipal, quando Deodoro descobriu já era tarde demais.
lembranças do poetinha
A cidade antiga
Rio de Janeiro , 2004
Houve tempo em que a cidade tinha pêlo na axilaE em que os parques usavam cinto de castidade
As gaivotas do Pharoux não contavam em absoluto
Com a posterior invenção dos kamikazes
De resto, a metrópole era inexpugnável
Com Joãozinho da Lapa e Ataliba de Lara.

Houve tempo em que se dizia: LU-GO-LI-NA
U, loura; O, morena; I, ruiva; A, mulata!
Vogais! tônico para o cabelo da poesia
Já escrevi, certa vez, vossa triste balada
Entre os minuetos sutis do comércio imediato
As portadoras de êxtase e de permanganato!
Houve um tempo em que um morro era apenas um morro
E não um camelô de colete brilhante
Piscando intermitente o grito de socorro
Da livre concorrência: um pequeno gigante
Que nunca se curvava, ou somente nos dias
Em que o Melo Maluco praticava acrobacias.
Houve tempo em que se exclamava: Asfalto!
Em que se comentava: Verso livre! com receio...
Em que, para se mostrar, alguém dizia alto:
"Então às seis, sob a marquise do Passeio..."
Em que se ia ver a bem-amada sepulcral
Decompor o espectro de um sorvete na Paschoal
Houve tempo em que o amor era melancolia
E a tuberculose se chamava consumpção
De geométrico na cidade só existia
A palamenta dos ioles, de manhã...
Mas em compensação, que abundância de tudo!
Água, sonhos, marfim, nádegas, pão, veludo!
Houve tempo em que apareceu diante do espelho
A flapper cheia de it, a esfuziante miss
A boca em coração, a saia acima do joelho
Sempre a tremelicar os ombros e os quadris
Nos shimmies: a mulher moderna... Ó Nancy! Ó Nita!
Que vos transformastes em dízima infinita...
Houve tempo... e em verdade eu vos digo: havia tempo
Tempo para a peteca e tempo para o soneto
Tempo para trabalhar e para dar tempo ao tempo
Tempo para envelhecer sem ficar obsoleto...
Eis por que, para que volte o tempo, e o sonho, e a rima
Eu fiz, de humor irônico, esta poesia acima.
Vinicius de Moraes
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Black Blocs
Lendo um livro descobri que os black blocs existem desde o fim dos anos 90 e já agiram em várias partes do mundo, principalmente Europa e Estados Unidos. Eles sempre usam a mesma tática de destruir tudo que tem algum símbolo capitalista como McDonalds, lojas da Nike entre outras marcas multinacionais e bancos. Eles também gostam de agir em blocos, atacando vários lugares diferentes o que dificulta a ação da polícia. Essa garotada vestida de preto se sente realizada quando vandalizam prédios do governo. Querem impor medo aos políticos.
Na grande maioria dos casos os black blocs acabam em confronto direto com a policia. Gás lacrimogênio, balas de borracha, cacetete e muita porrada.
Os black blocs usam o quebra-quebra para chamar a atenção em nome de uma causa social ou política, o grupo pretende também gerar algum prejuízo para as grandes empresas capitalistas, para eles isso não é vandalismo mas sim justiça contra todos os males provocados pelos capitalistas selvagens.
Aqui no Rio eles apareceram pela primeira vez durante a visita do presidente norte americano Barack Obama, em 2011.Na última manifestação quase todas as lojas da Cinelândia foram destruídas, até ônibus foram incendiados.
A população fluminense é quem melhor aceita os Black Blocs no Brasil até porque está cansada de ser enganada por essa cambada de políticos corruptos. Porém até que ponto vale destruir estabelecimentos públicos e privados em nome de uma causa política?
Sei que as revoluções não nascem de movimentos pacíficos mas vale se questionar se o que acontece no Rio está funcionando.
Hoje no Rio teremos uma nova manifestação dos professores. Sabe-se lá o que irá acontecer. Agora, esse grupo de jovens vestidos de preto e máscara no rosto precisa se ligar. A opinão pública pode ficar contra eles caso continuem depredando tudo em sua volta. Empregos de pessoas comuns podem entrar em risco. Se uma loja de roupas ou celulares for totalmente danificada, o que fazer com os funcionários? Os donos vão precisar de dinheiro para o conserto e normalmente quando é preciso economizar a primeira atitude é demitir pessoal. Saber escolher bem seus integrantes é também fundamental para que a ação seja minimanente organizada e não surja surpresas desagradáveis como criminosos infiltrados.
Não adianta quebrar tudo se não tem um mínimo de inteligência e estratégia.
Na grande maioria dos casos os black blocs acabam em confronto direto com a policia. Gás lacrimogênio, balas de borracha, cacetete e muita porrada.
Os black blocs usam o quebra-quebra para chamar a atenção em nome de uma causa social ou política, o grupo pretende também gerar algum prejuízo para as grandes empresas capitalistas, para eles isso não é vandalismo mas sim justiça contra todos os males provocados pelos capitalistas selvagens.
Aqui no Rio eles apareceram pela primeira vez durante a visita do presidente norte americano Barack Obama, em 2011.Na última manifestação quase todas as lojas da Cinelândia foram destruídas, até ônibus foram incendiados.
A população fluminense é quem melhor aceita os Black Blocs no Brasil até porque está cansada de ser enganada por essa cambada de políticos corruptos. Porém até que ponto vale destruir estabelecimentos públicos e privados em nome de uma causa política?
Sei que as revoluções não nascem de movimentos pacíficos mas vale se questionar se o que acontece no Rio está funcionando.
Hoje no Rio teremos uma nova manifestação dos professores. Sabe-se lá o que irá acontecer. Agora, esse grupo de jovens vestidos de preto e máscara no rosto precisa se ligar. A opinão pública pode ficar contra eles caso continuem depredando tudo em sua volta. Empregos de pessoas comuns podem entrar em risco. Se uma loja de roupas ou celulares for totalmente danificada, o que fazer com os funcionários? Os donos vão precisar de dinheiro para o conserto e normalmente quando é preciso economizar a primeira atitude é demitir pessoal. Saber escolher bem seus integrantes é também fundamental para que a ação seja minimanente organizada e não surja surpresas desagradáveis como criminosos infiltrados.
Não adianta quebrar tudo se não tem um mínimo de inteligência e estratégia.
domingo, 13 de outubro de 2013
perguntinha
Será q o alcaide de Sebastianópolis tem algum de seus filhos matriculados em escolas do município?
terça-feira, 8 de outubro de 2013
DIALOGOS POSSÍVEIS
Michelangelo apresenta Davi, sua obra prima
Leonardo da Vinci
É realmente bela. Não posso negar. (Ponta de inveja)
Michelangelo
Obrigado, mestre. (Um pouco de raiva)
LV
Aproveite seu momento. Mas é uma pena, Vai ser dificil, você se superar.
MA
Um defeito que eu não tenho, meu caro mestre, eu entrego as minhas obras, algo que
não é muito o seu forte
Leonardo da Vinci
É realmente bela. Não posso negar. (Ponta de inveja)
Michelangelo
Obrigado, mestre. (Um pouco de raiva)
LV
Aproveite seu momento. Mas é uma pena, Vai ser dificil, você se superar.
MA
Um defeito que eu não tenho, meu caro mestre, eu entrego as minhas obras, algo que
não é muito o seu forte
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Papa Francisco, homem muito bonzinho, resolveu canonizar os seus antecessores João XXXIII e João Paulo II. Ele jogou pra galera. Os dois papas eram extremamente carismáticos q eu mudaram a história da Igreja Católica, além disso foi tudo tão rápido, o processo de canonização normalmente dura décadas. Um espanto, principalmente falando de João Paulo II que morreu em 2005. Eu queria ver se o jesuíta-mor fizesse o mesmo com Pio XII e Pio IX. Aí o bicho ia pegar.
A Unimed assumiu os clientes da Golden Cross e simplesmente desapareceu com os melhores hospitais da rede, como Copa D'or, Samaritano e São Vicente. Ou seja antes eu tinha direito a um leito nesses hospitais caso precisasse de internação agora não tenho mais. Como passe de mágica. Recebi esses dias o livro com os telefones da empresa e fiquei assustando, a maioria das hospitais são com nomes estranhos e os já conhecidos são de baixíssima qualidade. O CADE e a Agência Nacional de Saúde liberaram esse ataque vergonhosos ao consumidor.
sábado, 21 de setembro de 2013
Tribunal do Feicebuqui
O sempre atuante e atual Tom Zé resolver fazer uma canção para aqueles q o criticaram. Tudo porque o músico fez um comercial pra Coca-Cola. O chamaram de 'vendido', 'americanizado', 'mercenário' e muito mais. Para responder essa ignorância toda segue a música do mestre Tom Zé.
Clique aqui Tribunal de Feicebuqui
Clique aqui Tribunal de Feicebuqui
domingo, 15 de setembro de 2013
DESEJO
- DESEJOS
Desejo a vocês...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho.
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.Carlos Drummond de Andrade
sábado, 7 de setembro de 2013
Hino da Independência
Compositor: Poema: Evaristo da Veiga / Música: D. Pedro I
Já podeis, da Pátria filhos,
Ver contente a mãe gentil;
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil.
Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.
Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil...
Houve mão mais poderosa:
Zombou deles o Brasil.
Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.
Não temais ímpias falanges,
Que apresentam face hostil;
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.
Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.
Parabéns, ó brasileiro,
Já, com garbo varonil,
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil.
Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.
Ver contente a mãe gentil;
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil.
Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.
Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil...
Houve mão mais poderosa:
Zombou deles o Brasil.
Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.
Não temais ímpias falanges,
Que apresentam face hostil;
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.
Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.
Parabéns, ó brasileiro,
Já, com garbo varonil,
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil.
Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
pensamento
Após a Câmara não cassar um deputado preso, a impressão é que todas essas manifestações no Brasil não deram em nada.
O discurso da presidentA é um grande exemplo. Tudo balela. As coisas se acalmaram e a tendência é que as eleições no ano que vem, vamos eleger os mesmos políticos que criticamos agora. Tomara que eu esteja errado.
Segue um ranking de nossos "melhores" parlamentares. Vejam e critiquem. Segue o link:
Ranking Político
O discurso da presidentA é um grande exemplo. Tudo balela. As coisas se acalmaram e a tendência é que as eleições no ano que vem, vamos eleger os mesmos políticos que criticamos agora. Tomara que eu esteja errado.
Segue um ranking de nossos "melhores" parlamentares. Vejam e critiquem. Segue o link:
Ranking Político
Mickey Mouse e os surrealistas
A união entre dois gênios não é algo simples. Os egos se levantam. Que tal unir Salvador Dali e Walt Disney. O que tem em comum entre Mickey Mouse e o surrealismo? Nada, né? Não é bem assim. Quem assistiu ao filme Fantasia (1940) deve ter prestando a atenção em vários elementos surrealistas, inclusive no 'Aprendiz de feiticeiro', trecho quando Mickey aparece aprendendo magia. Todo o filme tem forte presença de Dali.
Roy Disney, sobrinho de Walt, descobriu a alguns anos um projeto entre os dois gênios. Infelizmente não foi pra frente devido a falta de dinheiro dos estúdios Disney no pós guerra. Cinquenta anos depois, o filme foi finalizado e se chama 'Destino'. É lindo. Divirtam-se.
Clique aqui: DESTINO (DALI & DISNEY)
Roy Disney, sobrinho de Walt, descobriu a alguns anos um projeto entre os dois gênios. Infelizmente não foi pra frente devido a falta de dinheiro dos estúdios Disney no pós guerra. Cinquenta anos depois, o filme foi finalizado e se chama 'Destino'. É lindo. Divirtam-se.
Clique aqui: DESTINO (DALI & DISNEY)
sábado, 10 de agosto de 2013
POEMA EM LINHA RETA
Fernando Pessoa
(Álvaro de Campos)
[538]
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
(Álvaro de Campos)
[538]
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
PENSATAS PACATAS
- O governo de Sergio Cabral já acabou, só esqueceram de enterrar. O meu medo é o que virá depois dele.
- Vi agora a capa da Playboy com a gostosa da Nanda Costa. Nem nessa foto ela consegue esconder o seu lado pouco feminino.
- A ex-BBB Renatinha está um espetáculo com novo silicone.
- Mais um ônibus cai de um viaduto no Rio, desta vez em Itaguaí. Seis pessoas morreram e trinta ficaram feridas. Incrível, o governador ainda tem a coragem de manter o mesmo secretário de Transportes.
- A Família Sarney vive um inferno astral. Um mosquito derrubou José. Gurgel quer derrubar Roseana. A torcida é grande...
- Pode não parece, mas as manifestações continuam rolando pelo país e outras já estão marcadas.
- O coronel José Luís
Castro Menezes, novo comandante geral da PM é suspeito de ter cometido usurpação de função pública e
está sendo investigado pelo Ministério Público
estadual. Castro era chefe do 1º Comando de Policiamento de Área (CPA)
durante uma operação da PM em março deste ano, no conjunto de
favelas do Caju. Ora, se a PM não pode fazer investigações, por que então existe a P2?
- Galvão Bueno deve ter se contorcido todo ao ver o primeiro gol de Neymar pelo Barcelona e não poder narrar.
- Vi agora a capa da Playboy com a gostosa da Nanda Costa. Nem nessa foto ela consegue esconder o seu lado pouco feminino.
- A ex-BBB Renatinha está um espetáculo com novo silicone.
- Mais um ônibus cai de um viaduto no Rio, desta vez em Itaguaí. Seis pessoas morreram e trinta ficaram feridas. Incrível, o governador ainda tem a coragem de manter o mesmo secretário de Transportes.
- A Família Sarney vive um inferno astral. Um mosquito derrubou José. Gurgel quer derrubar Roseana. A torcida é grande...
- Pode não parece, mas as manifestações continuam rolando pelo país e outras já estão marcadas.
- O coronel José Luís
Castro Menezes, novo comandante geral da PM é suspeito de ter cometido usurpação de função pública e
está sendo investigado pelo Ministério Público
estadual. Castro era chefe do 1º Comando de Policiamento de Área (CPA)
durante uma operação da PM em março deste ano, no conjunto de
favelas do Caju. Ora, se a PM não pode fazer investigações, por que então existe a P2? - Galvão Bueno deve ter se contorcido todo ao ver o primeiro gol de Neymar pelo Barcelona e não poder narrar.
- Praticamente todas as maravilhosas e brilhantes ideias de nossa mandatária-mor para acalmar o povo nas ruas cairam por terra. Ela está vendo seu governo ruir aos poucos.
- O pior é que muita gente ainda prefere o antecessor dela. Meu Deus, tamo fu...
terça-feira, 6 de agosto de 2013
domingo, 4 de agosto de 2013
O preço da Copa e Cadê Amarildo? - ELIO GASPARI
A coluna de hoje de Elio Gaspari está primorosa.
Recordar é viver
Está na rede um depoimento de Paulo, filho do general João Baptista Figueiredo, contando o encontro de seu pai com João Havelange, em 1979. O então presidente da Fifa queria trazer a Copa de 1986 para o Brasil. À época os interessados falavam numa despesa de US$ 500 milhões. O general sabia que a conta não ficaria por menos de US$ 1 bilhão, quantia equivalente a US$ 3,2 bilhões em dinheiro de hoje.
Pode-se não gostar de Figueiredo, mas ninguém podia tirar de sua biografia o fato de ter assinado a anistia. Agora, pode-se acrescentar que não assinou o cheque da Copa.
A Copa de Lula custará R$ 28 bilhões, ou US$ 12,1 bilhões.
Cadê o Amarildo?
No dia 14 de julho o pedreiro Amarildo de Souza, pai de seis filhos, foi levado para a Unidade de Polícia Pacificadora da Rocinha e desapareceu.
Segundo a polícia, ele foi liberado e não se sabe para onde foi.
Cadê o vídeo que registrou sua saída da UPP? A câmera estava quebrada.
Cadê os GPS dos carros da UPP, capazes de mostrar por onde andaram? Estavam desligados.
Cadê a inteligência da população? Precisa ser pacificada.
Para isso, o secretário de segurança Beltrame poderia responder a uma pergunta: Quantas vezes pifaram simultaneamente os controles das câmeras e os aparelhos de GPS em outros estabelecimentos policiais sob sua jurisdição?
ELIO GASPARI
Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/a-marquetagem-rudimentar-da-doutora-9346691
terça-feira, 23 de julho de 2013
PENSATAS PACATAS - MANIFESTAÇÃO PALÁCIO GUANABARA / VISITA DO PAPA
- Na manifestação GLBT ontem no Largo do Machado teve um cartaz q me chamou a atenção. O cara escreveu o seguinte: MEU CÚ É LAICO.
- Desnecessário as duas meninas nuas se beijando na escadaria da igreja de Nossa Senhora da Glória. Fizeram só para aparecer.
- O nível de violência nas manifestações está me assustando. O número de coqueteís molotov entre os baderneiros vem aumentando consideravelmente
- Não gostaria de ser segurança do Papa.
- O carisma de Bergoglio é contagiante, total oposto de Ratzinger.
- A PM vem se superando na violência. Um policial usou uma arma de choque contra o peito de um rapaz caido no chão. Foi tão forte que o homem acabou desmaiando. Um perigo. Se o cara fosse cardiopata poderia ter morrido.
- Até o Papa pegou um engarrafamento na Presidente Vargas hahah
- O Papa parece não querer citar as manifestações. Dilma vai segurar a barra.
- Desnecessário as duas meninas nuas se beijando na escadaria da igreja de Nossa Senhora da Glória. Fizeram só para aparecer.
- O nível de violência nas manifestações está me assustando. O número de coqueteís molotov entre os baderneiros vem aumentando consideravelmente
- Não gostaria de ser segurança do Papa.
- O carisma de Bergoglio é contagiante, total oposto de Ratzinger.
- A PM vem se superando na violência. Um policial usou uma arma de choque contra o peito de um rapaz caido no chão. Foi tão forte que o homem acabou desmaiando. Um perigo. Se o cara fosse cardiopata poderia ter morrido.
- Até o Papa pegou um engarrafamento na Presidente Vargas hahah
- O Papa parece não querer citar as manifestações. Dilma vai segurar a barra.
.
A Igreja Católica precisava de um Papa carismático. A perda de fiéis é gigantesca. Nada melhor q um jesuíta evangelizador e guerreiro para resolver os graves problemas na Santa Sé.
quinta-feira, 18 de julho de 2013
PENSATAS PACATAS SOBRE A MANIFESTAÇÃO NO LEBLON
- Os manifestantes vem gritando ultimamente q o governo estadual
'investisse em educação e esquecesse a UPP'. Concordo com o q fala sobre
a educação, mas na minha opinião a UPP é importantíssima. A única ação
do governo Cabral no qual eu apoio sem reservas.
- Como as coisas são diferentes no Leblon. No bairro da high society carioca, baderneiros burguesess pilham a loja da Toulon e o Lidador. Tem muita gente por aí vestindo roupa nova e bebendo Black Label.
- A rejeição ao Cabral seja a ser impressionante. Nenhum outro governador no Brasil vem sofrendo tanto quanto ele. Em parte ele mereceu.
- Se Cabral não conseguir por o Estado em ordem novamente, pode dar adeus a política. Ele está seguindoi o caminho trilhado por Brizola, Benedita, Moreira Franco e Cesar Maia... esse grupinho aí o povo não quer ver nem pintado de ouro no carnaval.
- Como as coisas são diferentes no Leblon. No bairro da high society carioca, baderneiros burguesess pilham a loja da Toulon e o Lidador. Tem muita gente por aí vestindo roupa nova e bebendo Black Label.
- A rejeição ao Cabral seja a ser impressionante. Nenhum outro governador no Brasil vem sofrendo tanto quanto ele. Em parte ele mereceu.
- Se Cabral não conseguir por o Estado em ordem novamente, pode dar adeus a política. Ele está seguindoi o caminho trilhado por Brizola, Benedita, Moreira Franco e Cesar Maia... esse grupinho aí o povo não quer ver nem pintado de ouro no carnaval.
terça-feira, 16 de julho de 2013
Quinta
- feira 22h. Acordei assustado. Uma sonora e enorme gritaria vinha da
rua Marquês de Abrantes, no Flamengo. A gritaria foi num crescendo
impressionante. Levantei da cama e fiquei na portaria do meu prédio para
ver o que estava acontecendo. Curiosidade mata.
Não sabia que
momentos antes, a PM e manifestantes entraram em confronto. Exatamente
na porta do Palácio Guanabara. Como sutileza não é uma das
características dos policiais... veio a reação popular.
A gritaria que só aumentava de volume era na verdade, vaia seguida de xingamentos a Polícia Militar.
Para que retornassem a Senador Vergueiro, a tropa entrou na Marquês de
Paraná. Eram várias viaturas do Batalhão de Choque e um blindado q lança
jatos d'água. No alto deste veículo um PM todo de preto. Era ele quem
direcionava os jatos. O homem permanecia de pé, parecia o Mussolini
seguindo para Roma, antes do golpe de 1922. A identificação visual da
tropa era aquele elmo medieval com um círculo em volta, o símbolo do
Choque. As vaias só aumentavam, estilo q a presidenta recebeu em
Brasília. No Flamengo, não mora Joseph Blatter, por isso ninguém pediu
fair play e respecto.
Uuuuuuuuuuuuuuuuuuhhhh PM fdp!!!!!! Fora!!!! Não queremos vcs aqui!!!!! Cambada de fdp!!!!
Os xingamentos também se estendiam ao sobrenome do descobridor do Brasil.
A única que gostou da presença desses estranhos era uma velhinha no
prédio em frente ao meu. Ela estava de camisola branca e batia palmas
lentamente. Talvez saudosa dos tempos da Redentora. Um pensamento deve
ter passado por sua mente quando viu os militares.
- Na minha época, não tinha essa baderna toda.
Molusco distraído
Lula tem realmente muita m... na cabeça para dizer q as manifestações não são a política. Ele anda viajando demais. Onde estão os avanços nas
áreas social, econômica e política.
Jamiroquai - Virtual Insanity
Jamiroquai - Virtual Insanity
sábado, 13 de julho de 2013
Efeito das manifestações
O nacionalismo aqui no Brasil anda extremado e animado. Acabo de ouvir
um grupo de forró tocar o Hino Nacional em ritmo de forró numa festa junina e todos os
presentes cantaram em plenos pulmões. Duas vezes.
Pancadaria em frente ao Palácio Guanabara. CLIQUE AQUI
Pancadaria em frente ao Palácio Guanabara. CLIQUE AQUI
Ouvir Estrelas
Ora ( direis ) ouvir estrelas!
Certo, perdeste o senso!
E eu vos direi, no entanto
Que, para ouví-las,
muitas vezes desperto
E abro as janelas, pálido de espanto
E conversamos toda a noite,
enquanto a Via-Láctea, como um pálio aberto,
Cintila.
E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas?
Que sentido tem o que dizem,
quando estão contigo? "
E eu vos direi:
"Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e e de entender estrelas
OLAVO BILAC
Ora ( direis ) ouvir estrelas!
Certo, perdeste o senso!
E eu vos direi, no entanto
Que, para ouví-las,
muitas vezes desperto
E abro as janelas, pálido de espanto
E conversamos toda a noite,
enquanto a Via-Láctea, como um pálio aberto,
Cintila.
E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas?
Que sentido tem o que dizem,
quando estão contigo? "
E eu vos direi:
"Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e e de entender estrelas
OLAVO BILAC
quarta-feira, 10 de julho de 2013
BOMBARDEANDO SÃO PAULO
Alías, ontem foi feriado na capital paulista, dia da Revolta Constitucionalista de 1932. Durante a guerra civil, Getúlio Vargas fez questão de bombardear São Paulo. Pena q não teve tempo de destruir tudo. ahahahhahaha
Essa questão é tão séria q São Paulo é uma das poucas cidades do Brasil q não tem uma Avenida Getulio Vargas.
Essa questão é tão séria q São Paulo é uma das poucas cidades do Brasil q não tem uma Avenida Getulio Vargas.
INCÊNDIO NO CORAÇÃO SELVAGEM
Estava com preguiça e continuei horas deitado na cama, assim como
morto-vivo. Depois fiquei de saco cheio e sai de carro indo parar na
beira do mar. O dia era tão lindo que parecia novinho em folha. Havia um
sol espetacular de um azul-céu na tonalidade literária. Naquele momento
o meu pensamento me traiu. Meus olhos notaram as rugas nas mãos, as
estrias no corpo, o pé de galinha tomou o espelho do retrovisor. Vi que
envelhecia, vi que definhavam os dias gloriosos de imortalidade da
juventude. E mais pensamentos me invadiam também naqueles momentos
loucos. Uma hora dessas vão chegar assim sem jeito, e dizer que as
mulheres que eu amei já se foram. Eu irei mergulhar nas lembranças e
chorar pelos momentos que peguei fogo com cada uma. Momentos de incêndio
da carne, essa companheira agora cansada. Eu vou lembra de fulana, de
sicrana, de cada rosto que eu amei com todos os jeitos de cada amor que
se pratica. Os olhos delas, olhares que não terei mais na jornada. E até
hoje sei que era feliz em cada incêndio do coração selvagem. E até hoje
não sei como cada uma delas se afastou...como a alegria, os sorrisos, a
vida se foi...assim.
Texto de GUTO GRANA
segunda-feira, 8 de julho de 2013
MINISTRAGEM
O Marechal Deodoro da Fonseca derrubou o Império em 15 de novembro de 1889, instaurando a Republica. Além dele e do vice-presidente o também Marechal Floriano Peixoto, eram apenas 7 ministros. Segue a relação:
Em 2013, a presidente Dilma Rousseff segue com 39 ministros. Em breve ela fará sua reunião com o seu gabinete no estádio do Maracanã.
Ministros de Washington Luis (1926-30)
Ministros de Dilma (2010)
- Campos Sales: Ministro da Justiça;
- Eduardo Wandenkolk: Ministro da Marinha;
- Benjamin Constant: Ministro da Guerra e Instrução Pública, Correios e Telégrafos;
- Quintino Bocaiúva: Ministro de Negociações Estrangeiras;
- Aristides Lobo: Ministro do Interior;
- Demétrio Nunes Ribeiro: Ministro da Agricultura, Comércio e Obras Públicas;
- Rui Barbosa: Ministro da Fazenda.
Em 2013, a presidente Dilma Rousseff segue com 39 ministros. Em breve ela fará sua reunião com o seu gabinete no estádio do Maracanã.
Ministros de Washington Luis (1926-30)
Ministros de Dilma (2010)
PENSATAS PACATAS
- O que virá depois de Dilma, Cabral e Paes? Esse é o meu medo.
- Cada vez percebo que Joaquim Barbosa é uma farsa.
- Lula deixou Dilma sozinha, agora ela está cada vez mais isolada.
- A maldade que o governo faz com os aposentados do Aerus é impressionante.
- Eike Batista parece ser realmente uma invenção do Grande Molusco. Já vendeu a OGX, Marina, Hotel Gloria... Vai terminar como o Barão de Mauá.
- Que porrada levou o Anderson Silva.
- Que falha de Diego Cavalieri. Ele aceitou o chute do craque Seedorf.
- Que times horrorosos esses do Flamengo e Vasco. Fla parece ainda ter salvação.
- Será que vale a pena continuar apostando no Felipe Massa. É óbvio que o acidente sofrido por ele mexeu com o seu jeito de pilotar.
- Será que as manifestações pararam de vez? Será que o povão, o lado mais baixo da pirâmide, entendeu o que era reivindicado nos protestos?
- Olhando as fotos do biquini da Betty Faria, eu penso: A idade é uma merda!
- Eu quero um helicóptero igualzinho a do Sérgio Cabral.
- Cada vez percebo que Joaquim Barbosa é uma farsa.
- Lula deixou Dilma sozinha, agora ela está cada vez mais isolada.
- A maldade que o governo faz com os aposentados do Aerus é impressionante.
- Eike Batista parece ser realmente uma invenção do Grande Molusco. Já vendeu a OGX, Marina, Hotel Gloria... Vai terminar como o Barão de Mauá.
- Que porrada levou o Anderson Silva.
- Que falha de Diego Cavalieri. Ele aceitou o chute do craque Seedorf.
- Que times horrorosos esses do Flamengo e Vasco. Fla parece ainda ter salvação.
- Será que vale a pena continuar apostando no Felipe Massa. É óbvio que o acidente sofrido por ele mexeu com o seu jeito de pilotar.
- Será que as manifestações pararam de vez? Será que o povão, o lado mais baixo da pirâmide, entendeu o que era reivindicado nos protestos?
- Olhando as fotos do biquini da Betty Faria, eu penso: A idade é uma merda!
- Eu quero um helicóptero igualzinho a do Sérgio Cabral.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
pensamento
Com a queda vertiginosa de popularidade de Dilma, Cabral e Paes, com certeza as eleiões no ano que vem vão nos trazer fortes mudanças. Precisamos saber votar bem para que essas mudanças beneficiem o povo.
Nas eleições presidenciais temos Marina Silva, uma das últimas esperanças.
O problema fica aqui no Rio. Os candidatos mais fortes ao governo do Estado são Pezão, Garotinho e Lindbergh. Mesmo odiando o Cabral, nessas circunstâncias voto no Pezão, mas com má vontade.
Nas eleições presidenciais temos Marina Silva, uma das últimas esperanças.
O problema fica aqui no Rio. Os candidatos mais fortes ao governo do Estado são Pezão, Garotinho e Lindbergh. Mesmo odiando o Cabral, nessas circunstâncias voto no Pezão, mas com má vontade.
sábado, 29 de junho de 2013
PERGUNTAS
Por que não fazer um plebiscito para que o povo decida se quer ou não manter o cargo da presidente e dos governadores?
Por que não temos pesquisa de opinião sobre os governadores após as manifestações?
Por que o povo não pressiona também as assembleias legislativas e as câmaras dos vereadores? (Não é só o Congresso Nacional onde mais se rouba, pouco visados os legislativos locais fazem o que querem sem o povo saber)
Por que Lula não se pronunciou após as manifestações?
Por que a oposição é tão fraca no Brasil?
Por que os condenados do mensalão ainda não foram presos?
Após de todos os protestos, como pode Renan Calheiros se manter presidente do Senado?
Por que não temos pesquisa de opinião sobre os governadores após as manifestações?
Por que o povo não pressiona também as assembleias legislativas e as câmaras dos vereadores? (Não é só o Congresso Nacional onde mais se rouba, pouco visados os legislativos locais fazem o que querem sem o povo saber)
Por que Lula não se pronunciou após as manifestações?
Por que a oposição é tão fraca no Brasil?
Por que os condenados do mensalão ainda não foram presos?
Após de todos os protestos, como pode Renan Calheiros se manter presidente do Senado?
ATRIBUIÇOES PRESIDENCIAS
Essas são as atribuições de um presidente da República. Será q estão sendo cumpridas?
Atribuições
04/07/2011 às 17h15
O Poder Executivo tem a função de
governar o povo e administrar os interesses públicos, de acordo as leis
previstas na Constituição Federal. No Brasil, País que adota o regime
presidencialista, o líder do Poder Executivo é o Presidente da
República, que tem o papel de chefe de Estado e de governo. O Presidente
é eleito democraticamente para mandato com duração de quatro anos e
possibilidade de uma reeleição consecutiva para igual período.
Ao tomar posse, o chefe do Executivo tem o dever de sustentar a
integridade e a independência do Brasil, apresentar um plano de governo
com programas prioritários, projeto de lei de diretrizes orçamentárias e
as propostas de orçamento. Cabe ao Poder Executivo executar as leis
elaboradas pelo Poder Legislativo, mas o Presidente da República também
pode iniciar esse processo. Em caso de relevância e urgência, adota
medidas provisórias e propõe emendas à Constituição, projetos de leis
complementares e ordinárias e leis delegadas.O Presidente da República também tem o direito de rejeitar ou sancionar matérias e ainda, decretar intervenção federal nos Estados, o estado de defesa e o estado de sítio; manter relações com Estados estrangeiros e acreditar seus representantes diplomáticos; celebrar tratados, convenções e atos internacionais, sujeitos a referendo do Congresso Nacional. Compete ao cargo a concessão de indulto e a comutação de penas, ou seja, substituir uma pena mais grave, imposta ao réu, por outra mais branda.
Para concorrer ao cargo, o candidato ou candidata deve cumprir alguns requisitos:
- ser brasileiro nato.
- ter a idade mínima de 35 anos, completos antes do pleito
- ter o pleno exercício de seus direitos políticos
- ser eleitor e ter domicílio eleitoral no Brasil
- ser filiado a uma agremiação ou partido político
- não ter substituído o atual presidente nos seis meses antes da data marcada para a eleição.
Em caso de viagem ou impossibilidade de exercer o
cargo, o primeiro na linha sucessória a ocupar o cargo de Presidente é o
seu vice. Em seguida vêm o presidente da Câmara dos Deputados, do
Senado Federal e presidente do Supremo Tribunal Federal.
Fonte: site do Palácio do Planalto
quarta-feira, 26 de junho de 2013
O comissariado quer tungar o ronco
Vale a pena ler este ótimo artigo de Elio Gaspari
http://oglobo.globo.com/opiniao/o-comissariado-quer-tungar-ronco-8810124
http://oglobo.globo.com/opiniao/o-comissariado-quer-tungar-ronco-8810124
Como mudar desse jeito?
Como vamos conseguir mudar este país com políticos como Renan Calheiros, José Sarney, Paulo Maluf, Anthony Garotinho, Jader Barbalho e muitos outros....
A solução está nas urnas no ano que vem.
A solução está nas urnas no ano que vem.
PRESSÃO
As últimas medidas do governo federal mostram o que ele está fragilizado e sem rumo. Realmente os poderes Executivo e Legislativo só agem sob pressão. O povo continuam nas ruas.
Recuo de Dilma é sinal alarmante de que o governo está perdido
Blog de Ricardo SettiNão tenham dúvidas, amigas e amigos do blog: é alarmante constatar que o governo da presidente Dilma, neste momento crucial da vida brasileira, com milhões de cidadãos protestando nas ruas, está perdido, está no mato sem cachorro.
Nenhum chefe de Estado que se preze faz uma solene proposta em rede nacional de TV — no caso, a de uma constituinte para realizar uma reforma política, a ser convocada por plebiscito, ideia esdrúxula sobre cuja forma de execução ninguém tinha a menor ideia e que foi duramente combatida por diversos setores — para, 24 horas depois, por vias indiretas e com seu governo mostrando visível desconforto, recuar e dizer que não é bem assim.
Segundo lembra o site de VEJA, “desde que foi alardeada pela presidente, pegando de surpresa governadores e prefeitos que aguardavam o início de uma reunião em Brasília, a ideia da Constituinte foi bombardeada por juristas, políticos da base parlamentar do governo e da oposição, e, reservadamente, considerada inviável por integrantes do Supremo Tribunal Federal.
Pelo menos quatro magistrados do STF procuraram líderes do governo e da oposição para alertar sobre os riscos da proposta. Um dos ministros mais engajados enfatizou que o anúncio da chefe do Executivo era um ‘golpe contra a democracia’”.

José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça
Dilma, que obviamente não preparou devidamente, até por falta de tempo, a grande reunião com governadores e prefeitos, como acentuei em post anterior, no fim das contas fez os governadores e prefeitos de palhaços, por mais que, hoje, constrangidíssimo, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, tenha tentado justificar a proposta da presidente:
– A presidente da República falou em processo constituinte específico; ela não defendeu uma tese. Há várias maneiras de fazer um processo constituinte específico. Uma delas seria a convocação de uma Assembleia Constituinte, como muitos defendem. A outra forma seria, através de um plebiscito, colocar questões que balizassem o processo constituinte específico feito pelo Congresso. A presidente falou genericamente.
Fonte: blog do Noblat
http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2013/06/26/recuo-de-dilma-sinal-alarmante-de-que-governo-esta-perdido-501253.asp
sábado, 22 de junho de 2013
E as empresas de ônibus?
E as empresas de ônibus?
O Rio recuou nas tarifas de ônibus, e o prefeito Eduardo Paes foi logo dizendo que os recursos a serem usados para compensar o aumento não dado terão de sair do orçamento municipal, o que irá irá comprometer os investimentos públicos. No dia do anúncio, Paes calculou que o Rio gastaria R$ 200 milhões no primeiro ano e R$ 500 milhões no segundo com o subsídio. Na manhã seguinte, ele mesmo refez a conta para R$ 100 milhões e R$ 200 milhões.
Toda essa discussão ignora o óbvio: os serviços de ônibus no Rio são ruins e não parece haver uma pressão governamental sobre as empresas. Motoristas sobrecarregados por jornadas insanas de trabalho dirigem feito loucos assassinos. Os ônibus são incapazes de obedecer a horários e trafegam sempre lotados. Ônibus quebrados são coisa comum nas ruas da cidade. Os ônibus não param nos pontos ou param em qualquer lugar. Os veículos são multados, mas uma lei permite que a empresa não dê nome ao motorista infrator e pague uma multa para se livrar do pepino.
Eduardo Paes alega que o valor das tarifas é fixado em contrato com reajustes anuais (por uma equação trigonométrica de 12 variantes que é quase uma fórmula físico-química). Ok, mas isso não impede regulação e transparência, impede? Durante toda a crise das passagens, com o povo na rua pedindo a redução de preços, a Fetranspor ficou calada, como se o problema não lhe dissesse respeito. E como se fosse só um problema de valores, quando todo o serviço de ônibus é pavoroso no Rio.
Segundo o repórter Luiz Ernesto Magalhães, a Fetranspor contratou a agência Prole — que presta serviços para o governo do estado e para a prefeitura em publicidade e propaganda — como consultora de comunicação e imagem, fato confirmado pelo presidente da entidade, Lelis Marcus Teixeira. Como se o problema da entidade fosse de comunicação ou imagem. Não é. O problema da Fetranspor é o serviço ruim prestado pelas empresas que a compõem. Por que a Fetranspor não vem a público dizer como podem contribuir para melhorar o serviço?
O prefeito precisa de autorização da Câmara dos Vereadores para transferir subsídios para as empresas de ônibus. A julgar pelo apoio inconteste que recebe dos vereadores, não terá maiores problemas. Mas aí está um outro vício da política carioca que só prejudica os usuários de ônibus. Com exceção de uma meia dúzia de abnegados, os vereadores cariocas não fiscalizam o transporte público da cidade. Todas as tentativas de se enquadrar as empresas de ônibus são barradas ainda na Comissão Permanente de Transportes e Trânsito da Câmara, que abre espaço para a apresentação de emendas e tira os projetos, indefinidamente, da fila de votações. Recentemente, descobriu-se que as empresas de ônibus emprestam veículos para “ações sociais” de vereadores e estes não veem conflito algum nisso.
A Comissão de Transportes é composta hoje pelo vereador Sebastião Ferraz (PMDB, o presidente), Elton Babu (PT, o vice) e Marcelino D’Almeida (PSB, o vogal). O primeiro recebeu contribuições de empresas de transporte em sua malsucedida campanha para deputado estadual. É autor de uma inacreditável declaração na defesa dos motoristas de ônibus, comparados ao cidadão comum, que “bebe, fuma, cheira, bate na mulher e tem três mulheres”. Os dois últimos são lideranças da Zona Oeste, um pedaço do Rio de indicadores sociais vergonhosos e em permanente conflito de segurança com milícias.
Na véspera do quebra-quebra na Presidente Vargas e com 300 mil cariocas na rua, a Câmara aprovou um importantíssimo projeto de lei, de autoria do vereador Dr. João Ricardo, que declara cidades irmãs o Rio e Kaohsiung, na Ilha de Taiwan. Depois, a sessão caiu por falta de quórum. De quórum. Não de vergonha.
texto do Jornalista Gilberto Scofield Jr - jornal O GLOBO
quarta-feira, 19 de junho de 2013
A QUEDA
Já está rolando abaixo-assinados pedindo o impeachment da presidente Dilma, do governador Sergio Cabral e do prefeito Eduardo Paes. O da Dilma tem quase duzentas mil assinaturas.
MÚSICAS PARA MANIFESTAÇÃO POPULAR
Apesar de você - Chico Buarque
Pra não dizer que não falei das flores - Geraldo Vandré
Sociedade Alternativa - Raul Seixas
Alegria Alegria -Caetano Veloso
Revolution - Beatles
Que país é esse? - Legião Urbana
O tempo não para - Cazuza
Moro no Brasil - Farofa Carioca
Power to the People - John Lennon
É - Gonzaguinha
segunda-feira, 17 de junho de 2013
pensamento
Após assistir ao filme Encouraçado Potemkin percebi que das pequenas revoltas nascem as grandes revoluções. Após anos de opressão, o povo se rebela e age com vigor. O motim dentro do navio, quebrou uma hierarquia militar rígida. Os marinheiros cansados de humilhações, enfrentaram os oficiais superiores e tomaram a embarcação. Esse fato ganhou força e conquistou a população russa, contribuindo para os acontecimentos de 1917. É tudo muito bonito, mas pensando bem... O grande problema das revoluções são os revolucionários que assumem o poder. Normalmente, saem mais déspotas que os governantes anteriores e que tanto odiavam.
Outra coisa que notei nesses protestos é que alguns jovens só vão para aparecer e incitar os policiais. São presos e depois reclamam. A PM, pra variar, exagerou na força e agiu com truculência, porém seus homens não tem sangue de barata.
Manifestação sim, vandalismo não.
Outra coisa que notei nesses protestos é que alguns jovens só vão para aparecer e incitar os policiais. São presos e depois reclamam. A PM, pra variar, exagerou na força e agiu com truculência, porém seus homens não tem sangue de barata.
Manifestação sim, vandalismo não.
sábado, 15 de junho de 2013
Dilma
é vaiada no Estádio Mané Garrincha lotado, no primeiro jogo da Copa das
Confederações. Foi bonito. Lembra o Lula que foi hostilizado da mesma
maneira por um Maracanã lotado na abertura do Pan 2007. O povo reage.
Começo a duvidar dessas pesquisas de opinião sobre a popularidade da presidenta.
Quem quiser relembrar a vaia ao Lula. Clique aqui
Começo a duvidar dessas pesquisas de opinião sobre a popularidade da presidenta.
Quem quiser relembrar a vaia ao Lula. Clique aqui
Dos 20 réis aos 20 centavos
O povo contra os aumentos dos transportes públicos
As manifestações vistas
nessas últimas semanas principalmente em São Paulo e no Rio contra o aumento
das passagens de ônibus não vem de hoje. Os protestos contra reajustes do serviço
de transporte público já aconteceram em outros tempos.
Um exemplo vem do tempo do
Império. No dia 28 de dezembro de 1879, o povo foi as ruas.
O local foi o Rio de Janeiro.
O ministro da Fazenda, o
Visconde de Rio Preto pretendia diminuir o déficit do orçamento do Império,
para isso tomou uma atitude muito parecida com os governantes atuais. Aumentar
impostos. Ele instituiu então o aumento de um vintém no serviço de bondes na
cidade do Rio que ia começar a vigorar no dia primeiro de janeiro de 1880.
O vintém era uma moeda de
cobre, a de menor valor.
A principal empresa do
bondes, a Botanical Garden tentou
evitar este aumento e procurou uma solução diferente, temendo uma reação ruim
da população. O Parlamento rejeitou.
Ainda nos primeiros dias do
mês de dezembro de 1879, durante a fase de discussão sobre o novo imposto pela
coroa e no parlamento, surgiram críticas nos jornais sobre a cobrança do
vintém, alegando que se tratava de um tributo que incidiria sobre cidadãos e
súditos com rendimentos desiguais.
Os jornais governistas já
falavam sobre a convocação de mobilizações de protesto e apelava para a
manutenção da lei e da ordem. Assim como os dias atuais, lembrava que o governo
havia tolerado sempre
a manifestação de
“representações respeitosas” e, finalmente, pedia para que os descontentes, ao
invés de protestar , direcionassem sua energia para a eleição de bons políticos
que se ocupassem em defender os verdadeiros interesses da maioria da população.
Obviamente a população que
andava de bonde puxado a burro odiou a medida e esses pedidos de nada adiataram. Com os passar dos dias a revolta foi
aumentando até que cerca de cinco mil pessoas, lideradas por um militante
republicano, o médico e jornalista Lopes Trovão se dirigiu até o Campo de São
Cristovão. Eles pretendiam entregar a d. Pedro II uma petição solicitando a
revogação de uma taxa de 20 réis, um vintém, sobre o transporte urbano, ou
seja, bondes puxados a burro.
A polícia não permitiu que a
multidão se aproximasse do palácio. Enquanto os manifestantes se retiravam, o
imperador mandou dizer que receberia uma comissão para negociar.
Mas Lopes Trovão e outros militantes
republicanos, entre eles José do Patrocínio, recusaram. Divulgaram um manifesto
dirigido ao soberano, convocando-o a ir ao encontro do povo. Os jornais
oposicionistas e panfletos distribuídos pela cidade passaram a pregar o boicote
da taxa e a incitar a população a reagir com violência, arrancando os trilhos
dos bondes. Outra manifestação foi convocada para o dia 1º de janeiro, data da
entrada em vigor do reajuste, agora no centro da cidade, no Largo do Paço, hoje
Praça 15 de Novembro.As empresas de bonde pediam que seus condutores não insistissem na cobrança da nova passagem.
Lopes Trovão fez um novo discurso conclamando ao povo que resistisse ao aumento, a partir daí ele perdeu o controle sobre o movimento. Ele pediu calma a população mas nada adiantou. A massa se dirigiu ao Largo de São Francisco, ponto final de várias linhas de bonde. Uma nova concentração aconteceu na Rua Uruguaiana e do Largo de São Francisco. O delegado que comandava as tropas da polícia pediu reforços ao Exército, mas, antes que a ajuda chegasse, ordenou à polícia que dispersasse a multidão a cacetadas.
O povo gritava: “Fora o vintém!” “Fora o vintém!” Os manifestantes começaram a espancar condutores, esfaquear mulas, virar bondes e arrancar trilhos ao longo da rua Uruguaiana. Dois pelotões do Exército ocuparam o Largo de S. Francisco. O povo, que já neste tempo detestava a polícia, aplaudiu a tropa. Mas alguns mais exaltados passaram a arrancar paralelepípedos e atirá-los contra os soldados. Um deles atingiu justo o comandante da tropa, que era primo de Deodoro da Fonseca. O oficial descontrolou-se e ordenou fogo contra a multidão.
Os bondes atravessados no
chão tinham praticamente a mesma largura das ruas do centro da cidade e, cheios
de paralelepípedos, formavam barricadas que fecharam, por exemplo, o quarteirão
da rua Uruguaiana, entre a do Ouvidor e a Sete de Setembro. No decorrer do dia,
os soldados da polícia entraram em conflito com vários focos de protesto, quase
sempre atirando contra a multidão. Somente depois das 21 horas é que as ruas
puderam ser percorridas sem que se assistisse a enfrentamentos.
A polícia recolheu três
cadáveres de manifestantes. Os corpos estavam na rua Uruguaiana, e os
identificou como sendo de um polaco, um francês e um pernambucano. Entre os
feridos, a maioria por arma de fogo, havia brasileiros e imigrantes, sobretudo
portugueses.
Mais tarde surgiram denúncias
de parlamentares de que políciais tentaram sepultar clandestinamente os
cadáveres recolhidos àquela noite para que povo não soubesse das mortes. Na
madrugada de dois de janeiro foram arrancados os trilhos da rua Princesa dos
Cajueiros e, mais tarde, cinco trilhos foram retirados da rua Uruguaiana.
As chaves dos bondes foram
roubadas por manifestantes em São Cristóvão. Ocorreram enfrentamentos com a
polícia na linha Sacco do Alferes, em Andaraí e na rua Mariz e Barros.
As estatísticas de mortos e
feridos não são precisas. Falou-se em 15 a 20 feridos e em três a dez mortos. Salvo
pequenos distúrbios nos três dias seguintes, estava findo o motim do vintém. A
cobrança da taxa passou a ser quase aleatória. As próprias companhias de bondes
pediam ao governo que a revogasse. Desmoralizado, o gabinete de Afonso Celso de
Assis Figueiredo caiu a 28 de março. O novo ministério revogou o desastrado
tributo. Bem no espírito carioca, o povo apelidou o antigo premier de Afonso
Vintém.
Os acontecimentos chocaram o
Imperador. Em cartas à amigos, o monarca afirmou que em 40 anos de reinado
nunca tinha sido usada a força contra o povo da capital do Império. Não lhe
escapou mesmo a conotação republicana dos incitadores do motim. Afirmou até que
seria mais feliz como presidente de uma república.
Voltando aos dias de hoje,
percebemos que há muitas semelhanças entre os manifestantes de 1879 com os de 2013. A Imprensa, os
jornais, o povo, a polícia e o governo reagiram da mesmíssima maneira... tudo
isso por conta de um aumento no transporte público. Para o governante que não precisa
utilizá-lo o reajuste é pequeno e irrisório mas para aquele que realmente
precisa, cada centavo a mais é cruel. Neste ano, particularmente no Rio de
Janeiro, os incidentes e acidentes com ônibus vitimaram muitas pessoas em todas
as regiões da cidade, dos bairros pobre aos ricos, culminando com o da Avenida
Brasil em abril e mesmo assim o governo municipal manteve o reajuste, subindo de
2,75 para 2,95. Vinte centavos que multiplicados durante uma semana podem
custar um saco de arroz ou de feijão.
Lembro que a partir desses
distúrbios em 1880 o governo imperial começou a perder força até cair nove anos
depois.
Baseados nos textos dos
professores Ronaldo Pereira de Jesus e José Murilo de Carvalho
Segue video sobre as manifestações http://videos.r7.com/manifestacao-transforma-centro-do-rio-em-praca-de-guerra/idmedia/51bb11010cf236eff5fe1e5e.html
Segue video sobre as manifestações http://videos.r7.com/manifestacao-transforma-centro-do-rio-em-praca-de-guerra/idmedia/51bb11010cf236eff5fe1e5e.html
domingo, 9 de junho de 2013
Mais Manuel Bandeira
Canção da parada do Lucas
Parada do Lucas
— O trem não parou.
Ah, se o trem parasse
Minha alma incendida
Pediria à Noite
Dois seios intactos.
Parada do Lucas
— O trem não parou.
Ah, se o trem parasse
Eu iria aos mangues
Dormir na escureza
Das águas defuntas.
Parada do Lucas
— O trem não parou.
Nada aconteceu
Senão a lembrança
Do crime espantoso
Que o tempo engoliu.
Parada do Lucas
— O trem não parou.
Ah, se o trem parasse
Minha alma incendida
Pediria à Noite
Dois seios intactos.
Parada do Lucas
— O trem não parou.
Ah, se o trem parasse
Eu iria aos mangues
Dormir na escureza
Das águas defuntas.
Parada do Lucas
— O trem não parou.
Nada aconteceu
Senão a lembrança
Do crime espantoso
Que o tempo engoliu.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
quinta-feira, 30 de maio de 2013
O valor da obra
Segundo o colunista da revista Veja, Lauro Jardim: "A obra do Maracanã custou 1,049 bilhão de reais, sem contar a área intramuros do estádio."
ABRA A PORTA, HAL!
Assisti pela primeira vez completo o filme '2001: Uma odisseia no espaço', de Stanley Kubrick. Os efeitos especiais são impressionantes para uma película lançada em 1968.Sei que influenciou uma geração de cinéfilos e futuros cineastas como George Lucas, James Cameron e Steven Spielberg.
O personagem mais importante do filme é o computador Hal 9000. Ele fala corretamente, comanda toda a espaçonave e afirma ser infalível. Mas aos poucos começa a cometer erros, o que leva os humanos a desconfiar dele. Hal descobre um plano para desliga-lo, a partir daí começa a reagir emocionalmente. A mania de perseguição chega ao ponto extremo e computador mata um dos tripulantes.
Nos anos sessenta acreditava-se que em 2001 o ser humano já estaria em um avançado processo de exploração espacial. Infelizmente, não chegamos nem perto disso, mas o filme acertou no que se refere (parafraseando nossa presidenta) a força que os computadores exercem na nossa vida.
Hoje não vivemos sem um. Nossos olhos estão sempre grudados a alguma tela, é o meu caso neste momento. Antes era a televisão, agora são PCs, lap tops, celulares, Ipads e outros gadgets. Achamos que nós, seres humanos mandávamos em tudo. Errado. Vivemos em uma bolha. Cercado por câmeras e computadores que um dia vão ser integrados em um único sistema. As cidades e as empresas estão agindo neste sentido. O big brother ou um grande olho vermelho sabe de tudo e vê tudo. Será onipresente, onisciente e onipotente, características que nós humanos falíveis demos a D's ou a outras divindades há milênios.
Quando vejo um computador desligar sozinho ou tomar alguma decisão sem minha autorização, penso sempre em Hal.
Em uma das cenas do filme, o astronauta Dave pede para que Hal abra a porta da espaçonave e deixe o entrar, depois de salvar um colega que Hal de maneira proposital mata, cortando seu oxigênio. Hal se recusa a abrir. Com um misto de raiva e receio, Dave consegue retornar a espaçonave e decide então desligar a máquina, exatamente como fazemos hoje.
O medo de cientistas e futuristas é a possível atitude estilo Blade Runner de robôs e computadores para com nós, humanos. Será q eles vão ter sentimentos? Será que eles podem se revoltar e virar nossos inimigos? A inteligência artificial vai realmente virar realidade? São perguntas muito loucas.
Melhor olhar para os lados antes de resetar seu computador.
ABRA A PORTA, HAL!
Uma cena de 2001, Uma Odisseia no Espaço clique AQUI
O personagem mais importante do filme é o computador Hal 9000. Ele fala corretamente, comanda toda a espaçonave e afirma ser infalível. Mas aos poucos começa a cometer erros, o que leva os humanos a desconfiar dele. Hal descobre um plano para desliga-lo, a partir daí começa a reagir emocionalmente. A mania de perseguição chega ao ponto extremo e computador mata um dos tripulantes.
Nos anos sessenta acreditava-se que em 2001 o ser humano já estaria em um avançado processo de exploração espacial. Infelizmente, não chegamos nem perto disso, mas o filme acertou no que se refere (parafraseando nossa presidenta) a força que os computadores exercem na nossa vida.
Hoje não vivemos sem um. Nossos olhos estão sempre grudados a alguma tela, é o meu caso neste momento. Antes era a televisão, agora são PCs, lap tops, celulares, Ipads e outros gadgets. Achamos que nós, seres humanos mandávamos em tudo. Errado. Vivemos em uma bolha. Cercado por câmeras e computadores que um dia vão ser integrados em um único sistema. As cidades e as empresas estão agindo neste sentido. O big brother ou um grande olho vermelho sabe de tudo e vê tudo. Será onipresente, onisciente e onipotente, características que nós humanos falíveis demos a D's ou a outras divindades há milênios.
Quando vejo um computador desligar sozinho ou tomar alguma decisão sem minha autorização, penso sempre em Hal.
Em uma das cenas do filme, o astronauta Dave pede para que Hal abra a porta da espaçonave e deixe o entrar, depois de salvar um colega que Hal de maneira proposital mata, cortando seu oxigênio. Hal se recusa a abrir. Com um misto de raiva e receio, Dave consegue retornar a espaçonave e decide então desligar a máquina, exatamente como fazemos hoje.
O medo de cientistas e futuristas é a possível atitude estilo Blade Runner de robôs e computadores para com nós, humanos. Será q eles vão ter sentimentos? Será que eles podem se revoltar e virar nossos inimigos? A inteligência artificial vai realmente virar realidade? São perguntas muito loucas.
Melhor olhar para os lados antes de resetar seu computador.
ABRA A PORTA, HAL!
Uma cena de 2001, Uma Odisseia no Espaço clique AQUI
segunda-feira, 27 de maio de 2013
POESIA
NOVELO
Ando confuso
Pensando em tudo
Pesando as coisas
Se vale a pena
O q eu quero
Se as justificativas valem
Se o amor é tão grande
É simples e direto
O amor é como a maconha
o cheiro forte nas narinas
O riso incontrolável
O corpo sensível
na presença dela
O labirinto do Rei Minos
Só Teseu desvendou
A solução não existe
Alguém diz
Siga em frente e viva a vida!
O outro diz:
Não faça isso! A vida não é uma corrida!
O que eu quero apenas
É ser feliz
Por que tudo é tão difícil?
O AQUARIUS
Ando confuso
Pensando em tudo
Pesando as coisas
Se vale a pena
O q eu quero
Se as justificativas valem
Se o amor é tão grande
É simples e direto
O amor é como a maconha
o cheiro forte nas narinas
O riso incontrolável
O corpo sensível
na presença dela
O labirinto do Rei Minos
Só Teseu desvendou
A solução não existe
Alguém diz
Siga em frente e viva a vida!
O outro diz:
Não faça isso! A vida não é uma corrida!
O que eu quero apenas
É ser feliz
Por que tudo é tão difícil?
O AQUARIUS
sexta-feira, 17 de maio de 2013
NOTAS e OBSERVAÇÕES
No show de Charles Aznavour na última segunda-feira no Theatro Municipal, uma jovem gaiata por muito pouco não derrubou o novelista Manoel Carlos. Ela se virou, junto com a bolsa e quase derrubou o velho. Olha, Leblon ia chorar ao deixar de ser cenário da proxima novela das nove.
=====
Visitando uma loja oficial do Flamengo, na zona sul do Rio notei algumas camisas do Ronaldinho Gaúcho à venda. Ao perguntar a vendedora o por que delas ainda existirem, a moça respondeu:
- Vende muito ainda. Os gringos compram a rodo.
=====
O Rio ainda não preparado para uma chuva intensa. Em poucos minutos árvores caem, ruas ficam alagadas e o trânsito dá um nó. Cada vez mais vem a pergunta: imagina na Copa, ou melhor nas Olímpiadas.
======
Aliás, a tão promulgada explosão de empregos aqui no Rio por conta dos mega eventos esportivos até agora nem deu sinal. Tem muito profissional em várias áreas bom sem emprego ou trabalhando por merreca.
=====
Visitando uma loja oficial do Flamengo, na zona sul do Rio notei algumas camisas do Ronaldinho Gaúcho à venda. Ao perguntar a vendedora o por que delas ainda existirem, a moça respondeu:
- Vende muito ainda. Os gringos compram a rodo.
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O Rio ainda não preparado para uma chuva intensa. Em poucos minutos árvores caem, ruas ficam alagadas e o trânsito dá um nó. Cada vez mais vem a pergunta: imagina na Copa, ou melhor nas Olímpiadas.
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Aliás, a tão promulgada explosão de empregos aqui no Rio por conta dos mega eventos esportivos até agora nem deu sinal. Tem muito profissional em várias áreas bom sem emprego ou trabalhando por merreca.
sábado, 11 de maio de 2013
SÍSIFO
COMO SE DESCE UMA MONTANHA
Não é mais fácil
nem menos perigoso
do que subir
— é diverso.
Se olhados de fora
— os gestos —
podem parecer mais lentos.
Para quem desce
ao contrário, a sensação
não é de vertigem
— é complemento.
Subir foi demorado
descer
é outra arte.
É como se Sísifo
do outro lado do monte
estivesse.
Descer com uma pedra
nos ombros
— pode ser leve.
Affonso Romano de Sant’Anna
quarta-feira, 8 de maio de 2013
O Malandro e o Mendigo
O Malandro saiu da casa de um amigo pois precisava comprar arroz para uma feijoada. Há poucos metros do local, se depara com um mendigo. O homem bem sujo, destruido pelo tempo e pela falta de higiene:
- Por favor meu irmão, estou morrendo de fome. Me dá algo pra comer. Pode ser um café. Me compra um copo de café, pelo amor de D's.
O malandro olha e fica com pena. O rosto pende para o lado em sinal de piedade.
- Que isso meu amigo, claro eu compro pra você. Espere um momento.
O Malandro percorre as ruas do bairro em busca de café. Passa em três, quatro padarias, botecos, mini mercados... Só vendem café em copo de vidro. Não dá para trazer para o mendigo. Até que finalmente, ele encontra um boteco que comercializa a bebida em um copo de isopor. Compra um recipietnte grande e enche até a boca, quase transborda.
Cuidadosamente, o bom samaritano leva o que seria a única "refeição" do dia ao pobre diabo. Chegando lá, o Malandro fala:
- Está aqui meu amigo. É seu. O copo de café que tanto você queria.
- Muito obrigado, meu irmão. D's lhe pague. Muito obrigado mesmo. Que D's e Jesus te abençoe. Você é um bom jovem. Obrigado.
Com respeito, o Malandro não diz nada e só abaixa a cabeça. Recompensado pela boa ação, ele se afasta e vai pra casa do amigo com o saco de arroz. Ao se aproximar da portaria, o bondoso Malandro que já se achava um ser divino, ouve a voz do pedinte.
- Porra, sem açúcar! É foda!
- Por favor meu irmão, estou morrendo de fome. Me dá algo pra comer. Pode ser um café. Me compra um copo de café, pelo amor de D's.
O malandro olha e fica com pena. O rosto pende para o lado em sinal de piedade.
- Que isso meu amigo, claro eu compro pra você. Espere um momento.
O Malandro percorre as ruas do bairro em busca de café. Passa em três, quatro padarias, botecos, mini mercados... Só vendem café em copo de vidro. Não dá para trazer para o mendigo. Até que finalmente, ele encontra um boteco que comercializa a bebida em um copo de isopor. Compra um recipietnte grande e enche até a boca, quase transborda.
Cuidadosamente, o bom samaritano leva o que seria a única "refeição" do dia ao pobre diabo. Chegando lá, o Malandro fala:
- Está aqui meu amigo. É seu. O copo de café que tanto você queria.
- Muito obrigado, meu irmão. D's lhe pague. Muito obrigado mesmo. Que D's e Jesus te abençoe. Você é um bom jovem. Obrigado.
Com respeito, o Malandro não diz nada e só abaixa a cabeça. Recompensado pela boa ação, ele se afasta e vai pra casa do amigo com o saco de arroz. Ao se aproximar da portaria, o bondoso Malandro que já se achava um ser divino, ouve a voz do pedinte.
- Porra, sem açúcar! É foda!
sexta-feira, 3 de maio de 2013
X do problema
Eike Batista mudou da água pro vinho, ou melhor para uma cachaça de fundo de quintal. O cara até pouco tempo atrás era o melhor exemplo de capitalista brasileiro, um puta estrategista com visão além do alcance (parafraseando Thundercats) defensor do Rio de Janeiro, agora é visto como uma enorme farsa, fanfarrão e idealizador de construções que ainda no papel são consideradas polêmicas. Se ele comprar o Maracanã então... vira de vez o vilão da história.
Vai q amanhã a sorte volta para a letra X.
Vai q amanhã a sorte volta para a letra X.
Um pouco de Frank Sinatra
Sinatra canta I've got you under my skin. Música de Cole Porter
Segue o link: http://www.youtube.com/watch?v=5yqGujr2-Jw
Segue o link: http://www.youtube.com/watch?v=5yqGujr2-Jw
RUA
O vermelho da luta
O filme de Brennand
O negro pede dinheiro
Adolescentes magrelos
O Lamas cheio
A fome e o desejo
Do pedinte
O carrinho de bebê
A viatura da PM
O táxi para
Salta uma senhora lépida
O espaço vago
O prédio centenério
O louco fala sozinho
Meu amor vem de Copa
O Traiteur fechou, sabia?
Via torpedo
O futebol, o chopp, o chute
É feriado
Chego em casa
Chave no bolso
Porta aberta
Minha cama
Um livro de Vinicius
O Aquarius
O filme de Brennand
O negro pede dinheiro
Adolescentes magrelos
O Lamas cheio
A fome e o desejo
Do pedinte
O carrinho de bebê
A viatura da PM
O táxi para
Salta uma senhora lépida
O espaço vago
O prédio centenério
O louco fala sozinho
Meu amor vem de Copa
O Traiteur fechou, sabia?
Via torpedo
O futebol, o chopp, o chute
É feriado
Chego em casa
Chave no bolso
Porta aberta
Minha cama
Um livro de Vinicius
O Aquarius
COMPREENSÃO
O não compreendido
Não compreende
É um perdido
E sempre surpreende
É visto como demente
Ele mente
Sente e solta o q vem
Da mente
Dá um sorriso descrente
Ninguém vê
Sua silhueta transparente
Mas não é paciente
Surge a sombra, conclui
O corpo cai pendente
O Aquarius
Não compreende
É um perdido
E sempre surpreende
É visto como demente
Ele mente
Sente e solta o q vem
Da mente
Dá um sorriso descrente
Ninguém vê
Sua silhueta transparente
Mas não é paciente
Surge a sombra, conclui
O corpo cai pendente
O Aquarius
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